OS BANDIDOS NO COMANDO E UM SECRETÁRIO À FANTASIA

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Publicada em 21/01/2017 às 21:53:00

OS BANDIDOS NO COMANDO E UM SECRETÁRIO ÀFANTASIA

 

O conceito de autoridade e da sua capacidade de agir não se desfaz apenas pela incompetência. Juntam-se, a esse processo de dissolução, a fome exagerada pela “comidinha” dos cofres públicos, ou a covardia e a ausência de discernimento. Nessa faixa, onde estão autoridades inteiramente desfiguradas, se poderia colocar, sem injustiça, os governadores do Amazonas e do Rio Grande do Norte. Os dois assemelham-se a palermas idiotizados, diante do problema que deveriam com firmeza, enfrentar.  O amazonense colocou antes da eficiência do sistema penitenciário, a necessidade de encher o próprio bolso. Para isso não foi lerdo, muito menos palerma. Já o potiguar não conseguiu escondera imensa covardia moral que o fez soltar essa preciosidade: “Vamos colocar os integrantes das facções em presídios diferentes. Mas a gente tem de ver se eles vão aceitar.”

O Secretário da Justiça e Cidadania, que deveria ter cuidado melhor das penitenciárias, se exibe em entrevistas, tendo ao fundo um quadro onde aparece vestido como se fosse cangaceiro, e com um fuzil na mão. Além da incompetência, o ridículo de uma palhaçada. O que esperar de um Secretário da Justiça que se traveste de Lampião?

Que pena, essa desmoralização das autoridades potiguares, ocorrendo exatamente no município de Nízia Floresta, nome que homenageia uma extraordinária potiguar, que marcou o seu tempo com atitudes pioneiras e ousadas. Mulher corajosa, como tantos outros potiguares ilustres, muito diferentes desses, que agora capitulam diante do crime.  

Deixo, a Rômulo Rodrigues, um sergipanizado caicoense, tão arraigado à terra, a tarefa de imaginar uma lista virtuosa de todos os seus conterrâneos.

 De todo esse duplo pacote de crimes, surge a dúvida: mais perigosas seriam as facções dos bandidos, reconhecidamente bandidos, ou as outras facções, onde estão os engravatados, vaidosos, rápidos na ilicitude, e apalermados, omissos,  fracos, no exercício das suas atribuições legítimas.

O governo federal já deveria ter tomado a si a responsabilidade maior pela segurança interna, hoje esfacelada. A montagem de um sistema conjunto de informações é um bom caminho, a entrada em cena das Forças Armadas é outro passo positivo. Aqui, o governador colocou na Secretaria da Justiça o operacional delegado Cristiano Barreto Guimarães. Ele tem se dedicado em tempo integral ao seu ofício básico de cuidar eficientemente do sistema prisional.  Vai precisar recorrer à inteligência para subjugar inteiramente as facções.

Só para lembrar: quando o advogado João Guilherme foi secretário da segurança, durante algum tempo, no governo de Albano, ele introduziu um sistema de inteligência para monitorar os movimentos de lideranças do crime, nas Penitenciárias. Houve uma fuga. A Policia Militar, já alertada, agiu pesadamente. À frente da tropa estava o capitão Iunes.

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DA BOCA DE FUMO À FARMÁCIA

As propriedades medicinais da cannabis (maconha) são utilizadas em vários estados americanos, onde a lei autoriza o cultivo, a industrialização, a comercialização, e o uso recreativo, como chamam, da maconha. Há muita gente que se delicia com o cheiro horroroso da fumaça do cigarro, ou, ainda pior, de um “baseado”. Gosto não se discute.  A maconha legal já é um portentoso negócio, e isso aqui é capitalismo. Por isso mesmo, estamos legalizando o jogo de azar, depois de muito tempo de uma farsa hipócrita do Estado, monopolizando o negócio rendoso através das loterias. O Uruguai legalizou o uso da maconha e nada aconteceu de mais grave.  No Brasil, jovens usados por traficantes para o transporte da erva, estão enchendo desnecessariamente as penitenciárias. Nosso combate ao tráfico é um equivoco repetido, que somente tem agravado a relação promíscua entre traficante corruptor e instituições corrompidas. É preciso mudar, mas não se pode ser precipitado. Há que se aprender muito com experiências adotadas em outros países. O Uruguai fica aqui perto.

 O Bundestag, a Câmara Baixa alemã, autorizou médicos a prescreverem tratamentos à base de maconha, para o câncer, a esclerose múltipla, a epilepsia, e outras patologias graves.

Aqui, a Anvisa já autoriza o uso do canabiol como medicamento.

A maconha deixa as “bocas de fumo” e entra nas farmácias.

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20/01/2017, UM TROGLODITA AMANHECEU NA CASABRANCA

 

É cedo para fazer previsões sobre o que acontecerá aos Estados Unidos e ao mundo nos próximos quatro anos. As expectativas não são nada otimistas, a não ser para aquele grupo que acredita piamente, poder, através da arrogância da força, resolver todos os problemas.

Trump, como cidadão é um desqualificado moral, como político, transformou-se em ícone da onda de barbarização que percorre o mundo. Essa onda que carrega também sentimentos de ingenuidade próprios da ignorância e da alienação política, resulta, porém, de coisas bem mais complexas e que se enraízam na sociedade, no caso, a americana, em constante luta do passado resistindo ao presente, e querendo sufocar o futuro.

Eleitores de Trump, entre eles, os que, segundo Obama, se sentem “esquecidos pelo governo”, não conseguem enxergar a vitalidade que a imigração em massa trouxe aos Estados Unidos. As envelhecidas, mas ainda poderosas corporações do petróleo, do carvão e do aço, querem continuar lançando fumaça sem restrições. Há, ainda, os supremacistas brancos, os milhões de associados à American Rifle Association, que compram fuzis no supermercado. Trump promete liberar completamente todas essas anomalias sociais e econômicas.

O que significará exatamente esse objetivo de Trump: América Forte de Novo?

 Os EUA, atritando-se com o mundo, querendo impor a qualquer custo ideias e interesses seus, será certamente o início de uma era de tumultos. O redesenho da geopolítica que Trump vocaliza tão canhestramente, pode vir a ser a antiga diplomacia do Big Stick, (o grande porrete) através da qual as grandes petroleiras retalharam o Oriente Médio, o norte da África, o Caribe; a United Fruit, assenhoreou-seda América Central.

 O Big Stick (o grande porrete) nas mãos de Trump seria a simbólica fórmula freudiana para a concretização de todos os seus patológicos delírios sexuais, ou a grotesca caricatura de uma insensata senilidade, atormentada pela impotência, ao lado da exuberante sensualidade da modelo que ele exibe como troféu, à semelhança dos caçadores, que colocam nas paredes cabeças mumificadas das feras  abatidas.

O mundo que se cuide.

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ARACAJU PODERÁ TER QUALIDADE DE VIDA? (2)

Tratamos aqui, no primeiro comentário, daquilo que será, numa sucinta série, a busca da nossa ambicionada qualidade de vida, ameaçados que estamos, agora, pela espraiada fedentina de esgotos. Para esse problema, existe a solução das obras de saneamento detalhadas pelo engenheiro Carlos Melo, presidente da DESO, que ficariam, ainda este ano, em grande parte concretizadas.

Qualidade de vida é, contudo, um patamar de eficiência que, no nosso caso, obriga o gestor das cidades a ter um olhar voltado ao futuro, outro, fixo no retrovisor, para a correção de erros acumulados.

O nosso arrastado processo visando definir o melhor modelo para a coleta e tratamento do lixo que produzimos, parece agora facilitado com o desaparecimento dos óbices a um aterro nos arredores de um aeródromo, no caso o Aeroclube de Aracaju, já desativado.

Nenhuma cidade se fará contemporânea da inovação se não avançar nas questões ambientais, se não seguir a trilha de um mundo que o presente já desenha.

Aracaju precisa ter uma meta ambiciosa para uma nova matriz energética, baseada, principalmente, na luz solar. Se imitarmos o exemplo de Palmas, capital do Tocantins, poderemos montar um virtuoso processo de desenvolvimento econômico, com sintonia ecológica. Se para as residências, edifícios, fábricas, forem concedidas isenções no IPTU em troca da montagem de células fotovoltaicas nos seus telhados, ou lajes, criaremos uma cadeia produtiva que compensará, largamente, a redução do imposto territorial.

Ao mesmo tempo, a Prefeitura poderia iniciar um processo de autogeração de energia nos seus edifícios, na sede, escolas, hospitais, nas praças, nos mercados, nas avenidas. A Energisa deveria ser convidada para tornar-se parceira nas iniciativas, a empresa distribuidora não perderá recursos, porque tem, por lei, assegurada uma participação. Já a prefeitura, ampliará a receita do imposto sobre serviços.

Com vistas dirigidas ao retrovisor, Edvaldo está agora, emergencialmente, corrigindo problemas acumulados na Avenida Euclides Figueiredo e seus arredores.  No mesmo diapasão poderia, em seguida, começar a recuperar a avenida paralela ao estuário do Rio Sergipe, hoje abandonada e intransitável. Abriria um notável espaço público, de onde se tem fascinante vista do rio e do mar; depois, iria criando espaços verdes, instalando um singelo memorial da Segunda Grande Guerra em Sergipe, quando aqui ocorreram os torpedeamentos de navios (agosto de 1942). Essa ideia, Edvaldo quis levar avante no seu primeiro mandato, e até tentou seduzir, com ela, o arquiteto Oscar Niemayer.

Um bom e justo nome para aquela artéria recuperada?

Avenida Governador Marcelo Déda.

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JB AMPLIANDO ESPAÇOSPARA A AÇÃO POLITICA

 

Sem apoio político, governar torna-se uma tarefa complicada, em alguns casos impossível.  Marcelo Déda foi exaurido pela teia da ingovernabilidade contra ele montada. E quase ajoelhou-se diante de Edivan, para pedir-lhe, em nome de Sergipe, que não impedisse a aprovação do PROINVESTE. O projeto finalmente saiu, mas, desfigurado. Jackson, agora, com maioria na Assembléia, conseguiu corrigí-lo. Não fosse o Proinveste, hoje não haveria obras públicas.

 Jackson, um animal visceralmente político, manobrou, manobrou, e agora tem maioria consolidada.  Dialoga amplamente com os parlamentares estaduais, mantém entrosamento perfeito com o presidente da Assembleia, Luciano Bispo, que vem fortalecendo o Legislativo, ampliando laços institucionais.

Voltando a estabelecer relações que sempre teve com a senadora Maria do Carmo, JB fura o isolamento na bancada do Senado, imposto pelos outros dois senadores.

Maria e Jackson no passado se deram muito bem, e até se identificam, pelo hábito de chegar bem perto do povo.

O discreto e muito bem avaliado deputado federal Laércio Oliveira, foi convidado por Jackson para uma rodada de conversas sobre Sergipe e os nossos problemas. Empresário, atento aos problemas vividos pelos empreendedores, Laércio fez algumas sugestões, entre elas, uma maior aproximação institucional entre governo e agentes econômicos. Recebeu, então, de Jackson, um pedido: “Indique alguém do setor empresarial para assumir o sistema SEDETEC, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia e os seus órgãos vinculados. Quem assumir a SEDETEC terá que traçar estratégias novas, diante dos revezes que sofremos com a redução drástica das atividades no setor de óleo e gás, com o encolhimento da Vale, com a perda de certas perspectivas. É preciso que se desenhe o modelo mais adequado para o novo quadro que surge com a presença das empresas privadas no setor petroleiro, com a integração logística das empresas sergipanas ao projeto das centrais termoelétricas já em execução. Sergipe tem a vantagem única no nordeste de possuir, ainda, uma grande área disponível de retroporto, sobre a qual a operadora Hamburg Sud manifesta interesse. Diante disso, deve-se retomar negociações entre o governo do estado, a Vale, e a Petrobras, visando definir um modelo conjunto de operação do Terminal da Barra dos Coqueiros, que precisa ser ampliado e operar containers. É fundamental viabilizar o gás para polos industriais em Aracaju e no interior. Há um trabalho a ser encetado visando deter a evasão de empresas pequenas  que estão quase iniciando uma diáspora, rumo a outros estados. Enfim, perduram grandes desafios, e para vencê-los nada melhor do que uma sólida parceria com os setores empresariais.

 

HÁ RISCOS ATÉ NA SOLIDARIEDADE

O engenheiro Nicanor Moura era uma pessoa docemente voltada para as dores alheias, ou seja, um ser solidário. A desgraça é que os violentos e desumanos estão ocupando o espaço que deveria ser da paz, da solidariedade, da fraternidade, se é que isso ainda existe. Mas existe sim. Tanto existe, que Nicanor morreu, foi assassinado exercitando a sua prática discreta e anônima da solidariedade. Levava alimentos para a notável obra social mantida por Almir do Picolé. Sobre esse homem tão especial, e sobre os que seguem o seu exemplo, comentávamos aqui semana passada.

Façamos pois que o trabalho de Nicanor permaneça.  Aumentemos a corrente dos que levam apoio à obra humanística de Almir do Picolé. Não tenhamos medo de outros bandidos. Se nos acovardarmos, eles derrotarão o sentimento de amor entre os seres humanos.

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A TRAGÉDIA E AS TEORIAS IDIOTAS DE CONSPIRAÇÃO

 

Além do sentimento de perda que um cidadão e magistrado como Teori Zavaski deixa, com a tragédia da sua morte, surge um outro, também de pesar, por estarmos, nós brasileiros, nos deixando levar por uma campanha disseminadora de ódios, que se aproveita até da justa comoção pela perda de  um ser humano virtuoso, para disseminar mentiras rasteiras, ridículas, ao mesmo tempo peçonhentas, alimentando absurdas teorias conspiratórias. Sobre as causas do acidente irão se pronunciar os técnicos da Força Aérea, os agentes da Policia Federal. Precisamos aguardar os relatos.

Agora, postar nas redes sociais, absurdos que qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento sobre aviação, sobre operações aéreas, logo identifica como um monte de lixo mentiroso, isso entristece, isso, retira do momento triste, a nossa capacidade de meditar sobre a fragilidade das nossas vidas, de reverenciar o morto ilustre, porque aquilo que logo surge para quem não perde a sensatez, é um sentimento de decepção indignada, por termos chegado, nós brasileiros, ao ponto de permitirmos essa putrefação do cenário político. É de se lamentar, ainda, o efeito que isso vem causando até em pessoas honestas, decentes e sensatas.

 

 

A CUMBUCA O CAPITAL E A POESIA DE BRASILEIRO

 

Vivemos um janeiro pleno de eventos culturais, também, da enorme tristeza que foi a morte de Wagner Ribeiro. Sempre se diz: mas a vida continua, e se continua, lançamentos assim, confirmam, como o novo número da revista Cumbuca, do inquebrantável Amaral Cavalcante, do replicante e indomável O Capital, da doutora Ilma Fontes, psiquiatra que preferiu ultrapassar as patologias do cérebro, para alcançar o auge das suas proezas na elaboração do  conhecimento, da cultura, e fez disso a sua libertação existencial, a aventura libertária. A Cumbuca ressurgiu com festa, com a reafirmação pelo presidente da EDISE, Zezinho Sobral de que a revista, criada, mantida, vivida, por Amaral Cavalcante, vai continuar sendo a trincheira cultural da nossa gente.

João Brasileiro, gente de primeiríssima qualidade, cidadão amigueiro, cabra cheio de humor, criatividade, simpatia, lançou o seu livro Poesia da Vida, também produto da EDISE. Faltou espaço no Museu da Gente Sergipana para tantos amigos em busca de um autógrafo.

 

 

O GESTO DE UMA MÃO PARADA EM PLENO AR

 

Foi assim: a mão estendida ficou parada no ar. Os dedos apontavam para o local de onde viria a outra mão, no gesto habitual de um cumprimento iniciado e não correspondido. Do outro lado, bem próximo, a outra mão se retraiu, ficou então aquela sozinha, no intento frustrado do cumprimento repelido.

A mão recusada era a do senador Valadares. A mão que a recusou era a do ex-Prefeito de Canindé Francisco Alberto Fernandes Feitosa, Chiquinho.

O fato aconteceu semana passada em Canindé. O local exato de mais um entre tantos dissabores pelos quais tem passado o senador Valadares, após os novos caminhos que escolheu, foi o Posto de Combustíveis da empresária Luci. O desencontro das mãos foi presenciado por diversas pessoas.

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UM EX-DEPUTADO NO GABINETE DE BRASÍLIA

 

O ex-deputado federal e ex-prefeito de Canindé, Heleno Silva, será o novo ocupante do Escritório em Brasília do governo de Sergipe. A função é acompanhar pleitos nos Ministérios, fazer articulações políticas, e buscar recursos espalhados pelos diversos setores do governo Federal, e atender aos prefeitos.