Odor na área do Makro afeta moradores

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Publicada em 24/01/2017 às 00:01:00

Milton Alves Júnior

 

Duas semanas após o supermercado atacadista Makro ser destruído pelas chamas, centenas de moradores da zona Oeste de Aracaju continuam sofrendo com os efeitos causados pelo sinistro. Atendendo a pedidos feitos por moradores do Condomínio Eucalipto, na última sexta-feira, 20, técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) estiveram no local do acidente e oficializaram o pedido de remoção de todo o material destruído. Uma nova vistoria foi realizada na manhã de ontem, e o prazo máximo para atendimento da decisão é até amanhã. O Ministério Público Estadual também acompanha o trabalho de reordenação da área.

De acordo com a direção do Makro em Sergipe, antes mesmo do pedido ser protocolado, o grupo já estava promovendo a retirada das estruturas e produtos queimados, porem, ressalta que o trabalho necessita ser minucioso diante da vasta quantidade de produtos danificados, bem como, a vulnerabilidade da estrutura física que apresenta probabilidade de colapso. Paralelo são serviço cauteloso, o Makro informa ainda que o Grupo ESTRE Ambiental - responsável por receber as toneladas de lixo gerado no incêndio -, apenas recebe a demanda até as 18h. Esse limite no horário tem atrasado o procedimentos.

Para a analista ambiental da Sema, Aline Menezes, é preciso que o grupo notificado atende às exigências dos órgãos de fiscalização e, principalmente, buscar medidas que minimizem os problemas causados ao meio ambiente e aos moradores da região. Amanhã uma nova vistoria deve ser realizada a fim de conferir in loco se a exigência foi atendida. A Prefeitura de Aracaju não informou o valor da multa a ser aplicada pelo possível desrespeito da ordem; também não comunicou se pode conceder novo prazo caso observe que o trabalho segue em ritmo acelerado.

"Nossos técnicos peritos estiveram no local para confirmar as denúncias dos moradores e um prazo foi dado. A proposta da nova vistoria a ser realizada nesta quarta-feira é observar se realmente os responsáveis cumpriram a notificação da Sema. Nossa meta é minimizar os prejuízos ao meio ambiente e também fornecer aos moradores uma melhor qualidade de vida", disse. Na semana passada durante visita realizada pelo MPE e Corpo de Bombeiros ficou atestado que o aroma exalado pelo Makro segue provocando desconforto e problemas de saúde.