Servidores da saúde do nível médio aceitam proposta da Prefeitura de Aracaju

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Publicada em 24/01/2017 às 00:04:00

Os auxiliares e técnicos de enfermagem, auxiliares de saúde bucal e demais servidores do nível médio da Rede Municipal de Saúde aceitaram a proposta do prefeito Edvaldo Nogueira de quitar o salário de dezembro do ano passado, através de um empréstimo solicitado pelo servidor ao banco, mas que será pago pela prefeitura ou então o servidor poderá receber da gestão em 12 parcelas mensais, com direito a um abono. A posição aceita pela categoria foi deliberada durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), realizada no início da tarde desta segunda-feira, 23, no auditório do Sindicato dos Bancários.

De acordo com o presidente do Sintasa, Augusto Couto, houve duas opções apresentadas pelos servidores. A primeira para não aceitar a proposta e deflagrar greve por tempo indeterminado. E a segunda de aceitar a proposta do prefeito Edvaldo Nogueira. “Sempre procuramos decidir as questões democraticamente. E hoje, os servidores entenderam que não aderir à greve é o melhor caminho”, declarou o presidente, fazendo uma ponderação. “Queremos dizer que estamos vigiando o prefeito de Aracaju para que ele cumpra com os acordos que foram apresentados aos servidores”, completou Couto.

Sobre o empréstimo para recebimento dos vencimentos de dezembro, o advogado do Sintasa, Denis Arciere, explica que a promessa do gestor municipal é que de encaminhar um projeto de lei para a Câmara de Vereadores que ficará explícito que todos os encargos serão de responsabilidade do município de Aracaju. “Nós contamos com estas garantias do gestor sobre estas especificações. A experiência que vem sendo adotada é a mesma aplicada pelo Estado, com o mesmo secretário de Fazenda, que é Jeferson Passos. Até hoje não recebemos nenhuma crítica quanto aos servidores do Estado terem que pagar os encargos”, explica o advogado, acrescentando que em relação às pessoas que estão negativadas no SPC ou Serasa, por exemplo, poderão adquirir o empréstimo normalmente.

Greve dos médicos afeta atendimento na capital

A greve dos médicos do município de Aracaju, deflagrada a partir do último sábado, 21, compromete os serviços emergenciais, primários e especializados. Na rede de Atenção Básica, somente 15 das 44 Unidades de Saúde da Família estão funcionando em sua normalidade, com todos os serviços sendo realizados até esta tarde. No entanto, segundo o secretário de Saúde André Sotero, o mesmo não acontece com a rede de urgência e emergência.

 “Nos hospitais, apenas 30% dos clínicos, cirurgiões e ortopedistas estão trabalhando para garantir assistência aos pacientes que buscam a rede. Quanto ao atendimento pediátrico da rede de emergência, o prejuízo é ainda maior uma vez que a adesão à greve, pelo menos no dia de hoje, é de 100% dos médicos da Prefeitura de Aracaju. No atendimento estão apenas os médicos prestadores de serviço”, informou o secretário.

Já na Rede de Atenção Especializada, o atendimento está mais ou menos normalizado no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar) do bairro Siqueira campos. Na unidade, apenas 10% dos profissionais aderiram ao movimento grevista, sendo quatro a área cirúrgica e um do Centro de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente (Cemca).

Segundo informações da Diretora de Atenção à Saúde, Guadalupe Ferreira, os cidadãos podem ligar para o número 156, da Ouvidoria da Saúde da Aracaju para obter informações sobre as unidades em funcionamento neste período de greve.