Casos de Chikungunya continuam crescendo em Sergipe

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Publicada em 26/01/2017 às 00:13:00

O Informe Epidemiológico divulgado semanalmente pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Núcleo Estratégico (Nest), objetiva atualizar a situação das notificações de casos e consequências das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. O documento publicado esta semana aponta 25 casos prováveis de Dengue em Sergipe este ano, notificados nas Regiões de Saúde de Aracaju, Estância e Nossa Senhora do Socorro. Deste total, seis já foram confirmados até o momento.

O boletim também mostra um histórico da doença, desde 2016 até a semana epidemiológica 03/2017. Neste período, o Estado soma 3.502 casos prováveis de Dengue, sendo 1.891 confirmados, em 72 municípios sergipanos. As cidades com as maiores taxas de incidência (casos/100.000hab.) são: Pedra Mole (2.750,86), Nossa Senhora de Lourdes (2.479,21) Itabaianinha (1.224,52) Tobias Barreto (971,29), Telha (694,01) e Cedro de São João (526,32).

Já com relação ao Zika Vírus, há o registro de dois casos prováveis na semana epidemiológica 03, de 2017. No entanto, sem confirmação até o momento. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, são 220 casos prováveis da doença desde o ano passado, distribuídos em 26 municípios, com 30 confirmações. “As maiores taxas de incidência estão registradas em São Miguel do Aleixo (1.768,32), Umbaúba (150,74), Santa Luzia do Itanhy (108,41), São Domingos (82,03), Arauá (75,66) e Moita Bonita (61,43)”, informa.

Sidney Sá lembra que, das três doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, a Chikungunya é a que mais cresce em Sergipe, ultimamente. “Já são 8.370 casos prováveis, desde o ano passado, distribuídos nos 72 municípios. Em comparação ao informe anterior, são 41 novas ocorrências suspeitas”, analisa.

Dos casos notificados, 6.364 foram confirmados, e, somente em 2017, foram 10 casos prováveis e duas confirmações. “Na lista dos seis municípios com as maiores taxas de incidências estão São Cristóvão (4.562,02), Umbaúba (2.057,45), São Miguel do Aleixo (1.768,32), Carmópolis (1.478,68), Santa Luzia do Itanhy (1.192,54) e Itabaianinha (1.024,06)”, complementa a coordenadora do Núcleo de Endemias da SES.

Diante deste cenário, Sidney alerta sobre os cuidados que cada pessoa deve manter com sua casa. “Não custa lembrar que o mosquito se desenvolve bem perto de nós, aproveitando apenas um pequeno descuido. Por isso, não podemos esquecer de manter a caixa d’água fechada adequadamente, não deixar recipientes que possam acumular água expostos (garrafas, pratos de plantas e outros), lavar regularmente recipientes como tonéis e outros depósitos de água. Cuidados básicos e que fazem a diferença”, pontuou.