Propriá: cinco presos e um morto em operação policial

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Publicada em 27/01/2017 às 00:56:00

Gabriel Damásio

 

Cerca de 60 policiais civis foram mobilizados na madrugada de ontem em Propriá (Baixo São Francisco) para deflagrar a “Operação Néftis”. O objetivo foi cumprir sete mandados de prisão preventiva e outros 12 de busca e apreensão expedidos pela Justiça, contra integrantes de um grupo investigado por crimes de roubo, homicídio e tráfico de drogas. Os acusados foram investigados durante três meses por equipes da Delegacia Regional de Propriá. Um dos procurados, Ítalo Sávio Pinto de Oliveira, o ‘Esquilo’, morreu após provocar um tiroteio com policiais que o cercaram na Rua do Gás, área urbana da cidade.

Outro acusado, Vinícius Bezerra dos Santos, acusado por cinco homicídios e uma tentativa de latrocínio, não foi encontrado durante as buscas. Os cinco restantes, já indiciados por homicídio, tráfico, porte e comércio ilegal de armas, foram presos: Dalvan Pinto Ribeiro, Hélio Vieira Santos Silva, Luiz Carlos Correia S. Junior Marcos André França e o filho dele, Aurélio de França. Na operação, foram apreendidas quatro armas de fogo, sendo três revólveres e uma espingarda calibre 12, uma arma branca, munições de vários calibres e drogas.

De acordo com o delegado regional João Eduardo Dantas, a operação surgiu de um levantamento sobre uma série de crimes ocorridos na cidade, incluindo quatro assassinatos e até mesmo o aluguel de armas para criminosos. “Nós fizemos um levantamento do tráfico e dos homicídios realizados na região e entramos com os pedidos de mandados para que fossem cumpridos no mesmo dia. Descobrimos que há núcleos envolvidos diretamente com tráfico de drogas, núcleos envolvidos em roubos e núcleos ligados aos homicídios. No caso do local onde aconteceu o confronto, já tínhamos conhecimento de que havia um comércio de armas de fogo, no qual esses indivíduos alugavam essas armas para que outros indivíduos cometessem assaltos e homicídios”, explicou ele.

O grupo é apontado como responsável por quatro homicídios consumados, três tentativas de homicídio e um número ainda não contabilizado de assaltos. Para a polícia, ele pretendia ampliar sua área de atuação e se articular com outros criminosos, principalmente na venda de drogas. João Eduardo citou que o articulador era ítalo Sávio, morto na operação. “Esse ‘Esquilo’, que vínhamos acompanhando, estava saindo do nível de ‘média periculosidade’ para ‘alta periculosidade’. Ele começou a realizar roubos e já estava realmente montando uma base de quadrilha. Ele já tinha angariado essas armas, atuada no tráfico de drogas e estava realizando esse serviço de alugar as armas para outros crimes”, confirma Eduardo, revelando ainda que vai pedir uma perícia nas armas apreendidas, para identificar em quais assassinatos recentes elas foram usadas e quem foram os seus executores.

O delegado regional acrescenta que os homicídios foram motivados por disputas entre os criminosos, tanto pela venda de drogas quanto pela divisão de dinheiro e bens roubados nos assaltos. Outra característica marcante foi a violência empregada pelos acusados. “Todos são investigados por mais de um homicídio realizado na região ou já possuem passagem pelo sistema prisional. Eles costumavam agir com bastante violência e realizaram crimes que tiveram repercussão regional, como, por exemplo, uma série de roubos a caminhões na BR 101 e a execução de um desafeto com tiros e facadas. Então, a prioridade era tirar esses homicidas das ruas”, ressalta o delegado Antônio Wellington.

O nome da operação, ‘Néftis’, se refere a uma deusa da mitologia egípcia que é atribuída como “guardiã dos mortos”. Além das equipes da Delegacia Regional de Propriá, participaram policiais das delegacias de Cedro de São João, Pacatuba, Neópolis, Malhada dos Bois Japaratuba e Simão Dias, das delegacias regionais de Estância e Nossa Senhora da Glória, do Grupo Especial de Repressão e Busca (Gerb) e do Grupamento Tático Aéreo (GTA), cujo helicóptero sobrevoou vários bairros da periferia da cidade.