A INSEGURANÇA GERAL E O EFEITO BOLSONARO

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 29/01/2017 às 08:08:00

A INSEGURANÇA GERAL E O EFEITO BOLSONARO

Uma reportagem na TV sobre refugiados sírios vivendo no Brasil focalizava um, que se dizia feliz por ter saído do inferno da guerra, quando vivia o sofrimento diário da angustiante dúvida: os meus filhos voltarão vivos da escola para a nossa casa?

No Brasil, as pessoas vivem essa mesma dolorosa situação da qual o refugiado sírio imagina ter ficado livre. Aliás, a Síria, em numero de mortos durante os anos de guerra, perde para o Brasil, em presumida paz.

Essa insegurança, junto com a descrença na Justiça, nas instituições em geral, radicaliza ainda mais um clima político que alcançou o clímax, quando os chamados “petralhas” colocaram o apelido de “coxinhas” nos que estavam enchendo as ruas naquelas manifestações , cujos ecos não ressoaram no Planalto, não chegaram aos ouvidos moucos da presidente atarantada.

Quando um genial artista brasileiro, Chico Buarque de Holanda,é agredido nas ruas, insultado em restaurantes, teria chegado o momento de nos questionarmos, todos, sobre os reais motivos de tanta intolerância e odiosidade.

Teríamos perdido a cordialidade que nos identificava, ou não teria ela jamais existido?

Errara, um outro “de Holanda”, Sérgio Buarque, quando mergulhou nas raízes do Brasil para descobrir o nosso espírito pleno de cordialidade?

Talvez, Mário de Andrade tenha exagerado ao personificar o povo brasileiro no seu Macunaíma, o “herói sem nenhum caráter”, mas, nos inclinamos mesmo para as espertezas, para a grosseria, o anárquico, tudo, com uma pitada de bom humor e descontração e isso talvez explique aquela ideia superficial de uma bonomia apaziguadora,  que, de fato, não é  a nossa mais forte característica.

Cordiais, pacíficos, cordatos, nunca fomos. Basta que percorramos a História, desde a conquista da terra, passando pelos séculos de escravidão, pelas escaramuças sangrentas nas quais sempre estivemos metidos, para que logo se desconstrua aquela floreada imagem, na qual está intrínseca a ideia de entendimento e paz.

Nos odiamos uns aos outros no Império, na República, mais ainda, desde o seu inicio turbulento, quando um Coronel, Moreira Cezar, ganhou o apelido demolidor para uns,  heróico para outros: “corta- cabeças”. Em Canudos o “corta-cabeças” apareceu. O castigo terrível que a nascente República mandava aos sertanejos fanatizados pela ingenuidade da fé no “Senhor Bom Jesus” e no Conselheiro, o seu profeta. Próximo ao arraial que não se rendeu, o “corta-cabeças” acabou-se, vítima, também, daquela espasmo de ódio, talvez o mais insensato que já dividira os brasileiros.

A odiosidade que nos afeta agora é abrangente, escapa da elite, alcança o “povaréu”. Todos dispõem da ferramenta que faz do mundo uma aldeia: o celular.

Ali, se formam o que Obama ao despedir-se no final do seu quase virtuoso governo, classificou como guetos dos que compartilham da mesma opinião, se comprazem em externá-la, no restrito espaço da unanimidade que não admite contestação, sequer, aceita um convite ao diálogo.

Enquanto nos esfacelamos nesses guetos de opinião, onde tresanda o malefício da intolerância, aumenta o volume agressivo dos discursos com a falsidade eloquente e enganosa dos demagogos.

Há chacinas nas Penitenciárias?  Que bom, assim os bandidos se exterminam.

Os bandidos controlam as favelas? Vamos bombardeá-las, logo eles estarão mortos.

Há violência em excesso? Vamos estabelecer a pena de morte.

Há pobreza, pessoas estão nas ruas, morrem de fome?  Deixa pra lá, são vagabundos.

Políticos falharam, desmoralizaram-se? Vamos instalar uma ditadura moralizadora, eficiente e salvacionista.

Esse tipo de discurso é oportunista, irresponsável e absurdo.  Resulta da simplificação grosseira de problemas complexos, cuja solução depende de fatores e circunstâncias, exigindo tempo, tolerância, também autoridade e somente com democracia poderão ser resolvidos.

Que ditadura pacificou algum país e resolveu os seus problemas?

Se considerarmos apenas o século passado, veremos, que das ditaduras pelo mundo afora, fossem elas de extrema direita, ou de esquerda, só restaram ódios acumulados, destruição, erros e crimes.

Se cairmos na enganosa e trágica ideia de que dificuldades podem ser superadas pela truculência e o autoritarismo de algum cafajeste, ou louco, que exercite o discurso do ódio, um Bolsonaro poderá ser o nosso bizarro e sinistro Trump. Os dois guardam semelhanças. Ambos, racistas, homofóbicos, machistas, ególatras, truculentos, que colocam torturadores crueis, covardes, no pedestal reservado aos heróis, com a suposição estúpida de que idéias se matam à pancadas.

-

RISCARAM O NOME DO ARCEBISPO?

O advogado José Francisco da Rocha, Rochinha, que é o mais antigo integrante da comunidade maçônica em Sergipe (aos 90 anos tem quase 70 de Maçonaria) guarda um velho laço de amizade com o arcebispo emérito de Aracaju, Dom Luciano Duarte. Essa amizade fortaleceu-se muito a partir de 1968, quando o então bispo de Aracaju Dom Luciano, com autorização do Papa, fez a visita inédita de um bispo católico a uma Loja Maçônica. O feito histórico foi resultado das gestões desenvolvidas por Carlos Satler, na época o venerável da Loja Cotinguiba. Rochinha, advogado especializado em Direito empresarial foi convidado por Dom Luciano e indicado pela Maçonaria para organizar a PROHCASE - Promoção do Homem do Campo.

Rochinha regularmente assiste missa e tem notado, com indignação, que ultimamente os sacerdotes quando invocam as bençãos de Deus, incluem apenas o Papa Francisco, o arcebispo Dom João, e o arcebispo Emérito, Dom Lessa. Teriam esquecido o nome do outro arcebispo emérito,Dom Luciano?

-

ARACAJU PODERÁ TER QUALIDADE DE VIDA? (3)

Qualidade de vida, à qual temos aqui nos referido, não é meta a ser alcançada nos 4 anos de um mandato, mas, dependendo do que for feito, Aracaju, que no nordeste é,sem duvidas, a capital melhor estruturada, poderá ficar cada vez mais próxima de uma situação privilegiada. Esse almejado patamar, não depende apenas das ações no âmbito municipal.

Está ao alcance da Prefeitura, impedir, por exemplo, que, permaneça a invasão de ônibus sucateados que se somam à nossa deficiente frota. Por falar nisso, daqueles ônibus articulados que estariam inaugurando o ilusório BRT, já podem ser vistos muitos deles jogados em depósitos de ferro-velho, alguns, bem longe, até em Monte Alegre, no nosso alto sertão.

Tentando assegurar a qualidade do ar que os aracajuanos respiram, se poderia começar a retirar de circulação os coletivos fumacentos, e exigir a melhoria das frotas. Na área social já se nota o protagonismo de Eliane Aquino, anunciando medidas para amparar os moradores de rua e retirar delas os menores abandonados. Criança perambulando pelas ruas é coisa de cidade sem alma, de gente indiferente, assim, o problema não é só da Prefeitura, é também da sociedade. Nesse sentido, ações sociais como fazem Almir do Picolé, Luciano Barreto, João Carlos Paes Mendonça e tantos outros, podem ser mostradas como exemplos incentivadores para que se formem parcerias entre a Prefeitura, empresários, igrejas, entidades, a Maçonaria, clubes de serviço, associações, sindicatos, meios de comunicação. Menor hoje na rua, logo estará com uma arma na mão, assaltando.  Quando cometerem um crime os indiferentes de hoje amanhã dirão: Bandido bom é bandido morto. 

O Mercado Central é área que precisa ser valorizada como ponto turístico. Deveria haver um estacionamento especial reservado ao turismo e estande de informação turística funcionando.

Mas, antes de tudo, o que o Mercado está a merecer com urgência, é de limpeza e organização. Tomar como exemplo o Mercado Milton Santos, no bairro Augusto Franco, que é limpo, organizado.

A Prefeitura poderia organizar eventos nos mercados, como por exemplo um desfile de Moda Popular, reunindo as lojas de confecções no segundo piso do Mercado Central. A divulgação dos mercados, das feiras livres, destacando seus produtos, sua culinária, suas atrações e os incluindo num roteiro para distribuição nos hotéis e agencias de viagens. Seria um passo a mais na diversificação do nosso roteiro turístico que é ainda acanhado. Para isso Edvaldo tem a competência rara de Luciano Correia na Comunicação. O Mercado Central precisa voltar ao que era logo após as obras feitas pelo prefeito João Augusto Gama, em parceria com o estado, no primeiro governo de Albano.

-

O JURISTA, A SEGURANÇA PÚBLICA E A MACONHA

O ministro aposentado do STF Carlos Britto tem alma de poeta, mas não é um bom poeta, todavia, a sua alma de poeta, é a virtuosa completude do jurista, do homem público, do cidadão. Ele põe leveza no que escreve e no que diz, e trata das questões mais difíceis, mais polemicas e complexas com serenidade, sabedoria, sutileza, e até humor.

E com esse estilo, ameniza conflitos, afasta tensões, encontra convergências. A alma de poeta fortaleceu o líder num dos momentos mais difíceis da República, o julgamento do Mensalão, que ele conduziu sem perder a honra e a fleugma.

Agora, Ayres Britto envereda, corajosamente, pelo terreno áspero, repleto de incompreensões e de preconceitos: a segurança pública. Está preocupado com a violência que angustia a sociedade e conduz à perda do bom senso. Carlos Britto invoca urgência na mudança da política de repressão às drogas, que se tornou obsoleta e contaminada. Propõe a descriminalização completa do uso da maconha, a adoção de estratégias para vencer os traficantes, com mais inteligência do que armas.

É preciso ouví-lo.

-

 EM BUSCA DA GOVERNABILIDADE

Jackson, depois de dias de muitas tensões, conseguiu fazer finalmente o que queria: governar com a governabilidade assegurada, ou seja com apoio na Assembleia, com transito assegurado em Brasília. Ele não enfrenta hoje apenas uma oposição normal, democrática, imprescindível para que através dela a sociedade coloque os freios necessários nos equívocos do governo. Uma visita programada de um ministro, transformou-se numa exibição de egos. Valadares, personalista, agora quase alcançando o ápice do narcisismo, quer fazer da sede da CODEVASF o Palácio do Governo, e lá resolveu marcar a reunião. Resultado, o ministro cancelou a visita. Quem perdeu com isso não foi Jackson, foi Sergipe. Aqui, ressurge aquela deplorável constatação sobre a pobreza de espírito se sobrepondo ao espírito público e amiudando, amesquinhando as pessoas. A senadora Maria do Carmo se mantém distante dessas maquinações.

Num clima assim tão acirrado, marcado por vaidades insatisfeitas, o que faz aumentar raivas, é indispensável que o governo não perca a capacidade de agir.

O novo secretariado ao qual JB pede que faça muito mais do que o essencial “dever de casa” é o resultado de uma fatigante construção política.

Há nomes que mereceram aprovação completa, outros, marcados por restrições, ou duvidas sobre a capacidade de quem irá exercer o cargo.

Aproxima-se do governo o deputado Laércio Oliveira. É um político, um parlamentar bem avaliado pela sociedade, e com liderança na área empresarial. Ele indicou para a SEDETEC o engenheiro sergipano residente em São Paulo, José Augusto Pereira. Aqui não muito conhecido, o deputado Laércio o avaliza plenamente. José Augusto terá de começar pelos projetos que Saumínio deixou ao sair da SEDETEC. Quase nada evoluiu, e o que concretizou-se, foi resultado das ações iniciais. A SEDETEC terá de ser um foro de decisões estratégicas, de diálogos qualificados, de compromisso efetivo com o desenvolvimento.  Há coisas importantes a fazer, como reconstruir o entendimento com o grupo Hamburg-Sud, interessado no espaço do retro- porto, na operação do terminal. Não é coisa fácil, exige visão técnica, afinidade com o mundo empresarial. Sergipe tem que dar passos à frente na questão da mudança da matriz energética, formatar estratégia para a nova fase da exploração do óleo e gás, com preponderância da iniciativa privada; recomeçar o diálogo com a Vale. Forçar, o termo é este, a Petrobras a não impedir a instalação da fábrica de cimento em Santo Amaro. Os nossos Distritos Industriais precisam receber melhor tratamento, deve haver um acompanhamento das tendências dos investidores nacionais e internacionais, e contatos amiudados com eles. Enfim, teremos que entrar, qualificadamente, num campo onde não se improvisa, e não se fala linguagem estranha ao específico e conciso dialeto empresarial.

Para a CODISE deverá ir o ex-deputado Bosco Costa. Ele é advogado e com experiência em vários setores administrativos.

Para o Turismo vai o ex-prefeito de Socorro, Fábio Henrique. Tem trânsito fácil em Brasília e deverá dar sequência ao bom trabalho realizado por seu irmão Adilson, hoje vice- prefeito de São Cristóvão, e Saulo Elói, ex-secretários. Fábio tem muitas ideias para o turismo.

-

JOSUÉ MODESTO O NOME FUNDAMENTAL

Há um nome fundamental no novo secretariado: Josué Modesto dos Passos Subrinho, na Secretaria da Fazenda.

Ex-Reitor de duas diferentes universidades, doutor em economia, cidadão reconhecidamente correto e respeitado, Josué, um estudioso em tempo integral, afeito às teorias, terá de descer à prática, ou às práticas de uma secretaria, hoje parcialmente esclerosada. Existe lá uma equipe de técnicos capazes e operacionais, mas há também, como em tantos outros setores, forte corporativismo. Josué terá de revelar-se ainda como negociador hábil. O próprio sistema tributário é um labirinto, dentro de um outro labirinto onde passeiam víboras.

É nesse ambiente, nada acadêmico, que o professor Josué terá agora de conviver. Sem dúvidas enfrentando o maior desafio da sua vida. O seu antecessor deixou um rastro de desalento e apático conformismo. É preciso injetar ânimo, disposição, coragem, para tirar leite da pedra que puder oferecê-lo, nesses tempos de crise. Há leite escondido e isso se chama sonegação. Numa época em que a maioria dos empresários faz esforços enormes para recolher em dia os seus tributos, é injusto que outros não façam o mesmo.

Para combater a sonegação inventou-se uma campanha que se tornou tão inócua, tão desconhecida da população que até existem ganhadores dos irrisórios prêmios oferecidos, que nem sabem se foram contemplados, muito menos, onde poderiam recebê-los.

Se conseguíssemos imitar São Paulo poderíamos montar uma campanha com a certeza de bons resultados, e envolvendo a mídia, que seria a maior parceira.

Há o caso das receitas não tributadas do sistema CHESF e do óleo e gás, um tema mexido e remoído que não era do agrado de Jeferson. Jackson o levou para conversar com o Secretário da Fazenda de Alagoas, e lá o ex-secretário ouviu calado, quanto Alagoas já arrecadou tributando a CHESF e o sistema PETROBRAS. No contato que teve com o presidente da estatal, o governador, não encontrou resistências maiores ao pagamento do tributo. Nesse particular deve-se destacar o estudo realizado na SERGAS pelo ex-prefeito Welington Paixão, também o empenho dos secretários Benedito Figueiredo, João Augusto Gama e do Vice Belivaldo Chagas, da Procuradora Geral do Estado Aparecida Gama. Se recuperar essas receitas negligenciadas, Josué terá cumprido uma boa parte da sua tarefa, e dado ao governo mais sossego a cada fim de mês.

-

 A FICÇÃO NOS INTRAMUROS DO PODER

Um romance à clef, como dizem os franceses, são figuras e fatos reais trasladados para a ficção. É isso o que nos oferece o novo livro do professor e desembargador aposentado, agora escritor, em plena faina criativa, Artur Oscar de Oliveira Déda.

No livro Intramuros do Poder, Artur Déda refina a prosa, afina a sátira, sintoniza a memória com tempos percorridos e faz a narração sutil e em alguns casos até contundente, do que se passava por dentro dos muros do poder, mais especificamente, nos “muros” cercando os fóruns e tribunais. Quem é contemporâneo do autor, ou quase, consegue reviver a época, identificar personagens, explicitar os fatos. Déda, nesse novo romance se supera, vai além da estreia com Aconteceu em Santanápolis. O jornalista e advogado João Oliva, leu o livro numa só noite e no dia seguinte, telefonava para amigos, perguntando se eles já também o haviam lido, para que juntos pudessem deslindar alguns “mistérios” criados pela ficção.

Intramuros do Poder é livro para se ler com o prazer de quem sorve uma taça de champagne, (que aliás tem utilidades variadas, mas aqui não é próprio descrevê-las) lentamente, mas querendo chegar ao fim. Pena que no caso do livro não se possa renovar a taça. Isso só quando Artur Déda, resolver lançar o seu terceiro romance, também à clef e, preferencialmente, sempre sergipanizado.

 

 ALMEIDA LIMA E ZEZINHO SOBRAL

Sobre Almeida Lima, um advogado, ex-prefeito e ex-senador, que vai tratar da saúde, recai uma carga incalculável de desafios.  Cuidar da saúde não uma tarefa a ser entendida como satisfação à vaidade, mas, algo pior do que um abacaxi: uma jaca verde e áspera que dói e fere as mãos.

Nome polêmico, pessoa que suscita de logo, debates, críticas, apoios e restrições, Almeida não foi uma escolha fácil a ser feita pelo governador.  Além do mais a ex-secretária Maria da Conceição vinha tendo um elogiável desempenho. Almeida, apesar do gênio forte, é um bom gestor, isso foi revelado quando prefeito de Aracaju. Ele está consciente dos perigos que corre, e tem a convicção de que poderá vencê-los. Resta esperar e aguardar que Almeida tenha capacidade e humildade para ouvir, ouvir, ouvir, pensar e agir.

Na Secretaria da Saúde foi montada uma rendosa teia de interesses politico-eleitorais-patrimonialistas. A teia começou a ser desfeita. A tarefa deve continuar a qualquer custo. É o que a sociedade afetada pela deterioração do sistema, espera que aconteça.

Zezinho Sobral saiu-se bem em todos os cargos que ocupou, revelou-se bom executivo e hábil político, isso até o credenciou para ser candidato do PMDB a Prefeito de Aracaju. Jackson relutou muito, antes de ter a conversa constrangida, que teve com a ex-secretária e amiga Marta Leão.  Zezinho vai agora para a Secretaria da Inclusão Social, uma experiência nova, outras, mais complexas, ele antes já enfrentou com sucesso, como aquele inicio do desmonte dos equívocos acumulados na Secretaria da Saúde.

Zezinho tem com ele a rara habilidade e humildade de dialogar, antes de decidir, de ouvir, antes de falar.

-

UM APOSENTADO RECONVOCADO

O Juiz, exemplar Juiz, desembargador aposentado, Netônio Machado foi reconvocado ao trabalho pelo Prefeito Edvaldo. O espírito público de Netônio é sempre bem mais vasto do que os seus interesses particulares, agora, quase restritos ao convívio sossegado com a família, os filhos a esposa, os dois com mais tempo para estarem juntos. Netônio já é o Procurador Geral do Município de Aracaju. Melhor nome do que o conterrâneo, Edvaldo não poderia ter escolhido. Netônio e Edvaldo são lá das matas de cedro do Tibirí, no alagoano Pão de Açúcar, às margens do retirante São Francisco.

Sobre as matas cheirosas de cedros do Tibirí, já nem se pode falar. Foram devastadas absurdamente por um sergipano, que atravessou o rio e foi levar sua ganância ao outro lado. Chama-se Edivan Amorim o responsável pelo crime ambiental, do qual os pão-açucarenses não o perdoam, e a Justiça também da mesma forma, porque em primeira instancia já o condenou à prisão.  Mas essa é outra história. Do que tratamos mesmo é da volta ao batente de um homem sensato e justo, daqueles dos quais o serviço público não pode prescindir.

Para a Secretaria do Trabalho Edvaldo levou também um outro nome respeitado nos meios jurídicos, o advogado Luís Roberto Santana.

-

AS OBRAS QUE NÃO ANDAME OS PREJUIZOS QUE CAUSAM

O empresário e engenheiro Luciano Barreto fez uma nova rodada por Brasília, levando um documento da Associação dos Empreiteiros de Obras de Sergipe, na qual estão elencados os principais pontos que afetam o andamento normal das obras públicas. Em Sergipe há centenas paralisadas. Tudo conseqüência de uma fiscalização inócua, exercida de forma arrogante e autoritária pela Controladoria Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União. Se somados os prejuízos, será fácil verificar que a errada fiscalização para conter o desvio de recursos, tem causado muito mais danos aos cofres públicos do que a corrupção. Evidentemente, não se quer trocar uma pela outra, mas, criar obstáculos para os desvios, sem que as obras sejam paralisadas, às vezes durante mais de 15 anos, como é o caso da infindável obra da inacabada duplicação da rodovia BR-101, em Sergipe.

 

CEZAR BRITTO NO STF?

As frequentes idas de Carlos Britto ao Palácio do Jaburú nos fins de semana para longas conversas com Temer, geraram especulações sobre a provável entrada em cena na disputa pela vaga do falecido ministro Teori Zavascki, do nome do advogado Cezar Britto, ex-presidente da OAB nacional. Cezar é nome prestigiado e qualificado nos meios jurídicos, mas, para vencer a disputa de gigantes, precisaria que houvesse outra vez um Marcelo Déda ao ouvido do Presidente Lula.