Verão agrava seca no Estado de Sergipe

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Publicada em 29/01/2017 às 08:15:00

Milton Alves Júnior

 

O sergipano deve ir se acostumando com a forte onda de calor e temperaturas acima do normal. Conforme análise realizada pelo Centro de Estudo Meteorológico de Sergipe, a perspectiva é que pelo menos até o final do mês de março a longa estiagem permaneça presente nos 75 municípios do estado, com chuvas rápidas, em regiões distintas e com registro de água abaixo do registrado em anos anteriores. O centro entende que a conjuntura climática trata-se da característica principal do verão e reafirma que o desconforto provocado pela estação mais quente do ano só deve mesmo aliviar a população com o início do outono.

Para o meteorologista Overland Amaral, neste ano de 2017 algumas regiões de Sergipe devem continuar registrando normalidade no índice de chuvas, como ocorre na Grande Aracaju. Já na área mais afastada do litoral, a estiagem pode permanecer por longos meses e continuar provocando danos aos sertanejos. Os dados internos mostram que Sergipe, em especial a região metropolitana da capital, apresenta indícios de chuva consideradas leves desde o último dia 19, mas até a tarde de ontem as ameaças não foram concretizadas. Na tarde de ontem o tempo seguiu parcialmente nublado, mas sem registro da chuva aguardada.

"Ao contrário do que muitos torcem, é possível observar que este ano de 2017 será mais um ano marcado pela seca castigaste em várias regiões de Sergipe. Até o final da segunda quinzena de março, pela presença firme do próprio Verão, a condição de chuva será reduzida. O registro continuo das chuvas só deve ocorrer mesmo entre os meses de abril e agosto, por estarem dentro do período de inverno. Até lá, os registros de chuva serão poucos e bastante abaixo do que desejam muitos sergipanos", disse. Além da Grande Aracaju, a possibilidade de chuva passageira está presente no litoral Sul, parte da região Centro-Oeste e Centro Sul.

 

Seca – A falta de chuva no alto sertão sergipano tem provocado danos para milhares de famílias que sofrem com a maior seca registrada nas últimas quatro décadas. De acordo com números oficiais do Governo Federal, apresentados por meio do Ministério da Integração Nacional, atualmente, dos 75 municípios pertencentes ao Estado de Sergipe, 24 já decretaram estado de emergência. Na região Nordeste esse número acumula 272 cidades vítimas das altas temperaturas. A perspectiva meteorológica - dessa vez apresentada por estudos nacionais, é que o calor comece a minimizar apenas a partir das 07h29 do dia 20 de março.

Entre os municípios em situação de emergência estão, por exemplo: Canindé do São Francisco, Porto da Folha, Poço Redondo, Poço Verde, Nossa Senhora da Glória, Frei Paulo, Gararu, Nossa Senhora Aparecida, Carira, Cedro de São João, Ribeirópolis, Pinhão, Macambira, Propriá, Telha, Gracho Cardoso, Itabi, São Domingos e Capela. Sobre a possibilidade de mudança na meteorologia, redução do calor e registro de chuva, Overland Amaral completou informando que: "caso isso ocorra, no conjunto geral serão chuvas razoáveis, distribuída em todo estado e com a mesmas características, pois nós estamos sobre o efeito climático negativo". Os estados da Bahia, Alagoas, Ceará e Pernambuco também sofrem com o aquecimento das temperaturas.

 

Irrigação - Desde o dia 17, a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) interrompeu o fornecimento de água em um dos seus perímetros irrigados de Itabaiana, 65 km de Aracaju. O Jacarecica I parou de funcionar devido ao baixo nível em sua barragem. Diante da estiagem prolongada desde o ano passado, o reservatório não teve condições de se recuperar. Enquanto as chuvas não devolvem a condição hídrica que possibilite o bombeamento para irrigação, a Empresa executa obras de manutenção, limpeza e instalação de mecanismos de segurança e qualidade da água.