Sintese protesta contra tempo integral nas escolas

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 31/01/2017 às 00:54:00

Professores exigem resposta oficial de secretário de estado da Educação sobre documentos protocolados (SEED), nesta segunda-feira, 30, para exigir do secretário, Jorge Carvalho, reposta oficial aos documentos nos quais professores, estudantes, pais, mães e funcionários de 14 unidades de ensino da rede estadual se negam a aceitar o modelo de ensino médio em tempo integra imposto pela SEED.

Estes documentos foram protocolados no dia 18 de janeiro, em um grande ato realizado pelo SINTESE, em frente à SEED, onde professores e estudantes disseram não ao modelo excludente de ensino médio em tempo integral que a Secretaria de Estado da Educação tentar impor a sua rede de ensino.

 “Jorge Carvalho se recusa a dialogar com o professor. Essa é a quarta vez que estamos aqui na SEED e encontramos as portas do gabinete trancadas. O Secretário de Estado da Educação não tem coragem de debater olho no olho com quem está no chão da escola e constrói a educação deste estado. Professores e estudantes aqui na SEED não são bem-vindos”, critica a presidente do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

Durante o ato. mais seis colégios protocolaram documento, junto a Superintendência Executiva da SEED, nos quais também se colocavam contra ao modelo desrespeitoso de Ensino Médio em tempo integral que Jorge Carvalho e sua equipe tentam empurra goela abaixo a diversas comunidades escolares, em todos os cantos do estado.

As seis escolas que protocolaram os documentos no ato desta segunda-feira, 30, foram: Colégio Estadual Djenal Queiroz (Aracaju), Colégio Estadual Hamilton Alves Rocha (São Cristóvão), Colégio Estadual Francisco Rosa (Aracaju), Colégio Estadual João de Melo Prado (Divina Pastora), Colégio Estadual Santos Dumont (Aracaju), Colégio Estadual Rollemberg Leite (Aracaju)

-

Vinculada

SEED confirma que pretende ampliar ensino médio integral nas escolas públicas

Ao cumprir as legislações federal (PNE) e estadual (PEE), o Governo de Sergipe ampliará consideravelmente a oferta de vagas no ensino médio integral, saltando de uma matrícula de 3% (1.825) nessa modalidade de ensino em 2016, para 42% (25.969) até o ano de 2021. A meta é atingir o mínimo de 50% até o ano de 2024

 Com resultados superiores à média das demais escolas estaduais, os três colégios públicos que já ofertam o ensino médio em tempo integral na Rede Estadual de Ensino têm os melhores índices de permanência do estudante, os professores trabalham com dedicação exclusiva e, consequentemente, os alunos lá matriculados apresentam os melhores rendimentos.

 É justamente esse modelo de ensino médio – implantado com sucesso, ainda em 2009, nos colégios estaduais Atheneu Sergipense, Vitória de Santa Maria e Ministro Marco Maciel – que o Governo de Sergipe irá implantar  em mais 37 unidades de ensino da rede, possibilitando que os estudantes tenham oportunidade de cursar a última etapa da educação básica em regime integral.

 Essa medida adotada pelo governo estadual será implementada gradativamente, a partir do ano levito 2017, em 18 das 37 unidades de ensino que foram previamente selecionadas, e visa a atender a dispositivos previstos no Plano Nacional de Educação (Lei Nº 13.005, de 25 de junho 2014) e no Plano Estadual de Educação (Lei Estadual nº 8.025/2015), os quais estabelecem que a Educação em Tempo Integral deve ser ofertada em, no mínimo, 50% das escolas públicas até 2024.