Boato sobre emprego gera grande congestionamento na Tancredo Neves

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Publicada em 02/02/2017 às 00:57:00

Milton Alves Júnior

Um boato espalhado pelo aplicativo whatsapp causou transtornos para milhares de aracajuanos na manhã de ontem. O problema começou quando operários da construção civil foram comunicados irregularmente de que o Grupo Makro Brasil estaria selecionando trabalhadores a fim de atuar em caráter imediato na reconstrução da unidade incendiada no dia 10 de janeiro, na zona Oeste da capital sergipana. Enfileirados na entrada principal da loja desde a noite da última terça-feira, 31, por volta das 7h20 de ontem os mais de 200 candidatos foram informados oficialmente de que a notícia compartilhada não se passava de equívoco espalhado por pessoas sem nenhum vinculo com o Makro.

Insatisfeitos com a resposta atribuída, um grupo decidiu invadir a Avenida Presidente Tancredo Neves e promover um protesto na esperança de forçar, ao menos, a produção de lista de preferência destinada às futuras contratações. O pedido não foi aceito pela empresa. Segundo o Makro, o grupo possui total interesse em reerguer a unidade em Aracaju, mas este procedimento ocorrerá em parceria terceirizada a ser firmada com uma construtora; nesse caso, a própria construtora será a responsável direto por selecionar e contratar os operários. Ainda não existe data fixa para o anúncio da empresa contratada, tampouco de quando o processo seletivo será aberto aos profissionais interessados na obra.

Com o fluxo de veículos bloqueado no sentido DIA / saída da cidade, o congestionamento formou filas que seguiram até o início a ponte do conjunto Inácio Barbosa, o qual serve de acesso a bairros da zona Sul e aos conjuntos Augusto Franco e Farolândia. Na Tancredo Neves o congestionamento alcançou as proximidades do Espaço Emes. Enquanto agentes da Polícia Militar tentavam apaziguar os ânimos dos manifestantes e suspender a mobilização, servidores da Superintendência municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), se desdobravam para minimizar os efeitos negativos causados pelo ato público junto a mobilidade urbana. A manifestação foi encerrada apenas por volta das 10h.

De acordo com o agente Luciano Fontes, desde o princípio do ato os órgãos de segurança e gestão de trânsito tentavam conscientizar os populares a não realizar o bloquei da via, uma vez que os motoristas, motociclistas e centenas de passageiros dentro dos ônibus coletivos não tinham nada a ver com a publicação da falsa contratação. Apesar dos pedidos a orientação não foi seguida. A PM esteve representada por oficiais ligados à Rádio Patrulha, Grupamento Especial Tático de Motos (Getam), e da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran). Luciano garante que o direito democrático de manifestação foi garantido, mas ressalta que as pessoas necessitam analisar bem as atitudes antes de prejudicar terceiros.

"Eles quiseram se mobilizar, tudo bem, mas por vários minutos tentamos mostrar que muitas pessoas não poderiam ser prejudicadas por causa de uma notícia falsa que sequer saiu do Grupo Makro. Entendemos que o ato não foi produtivo nem para os manifestantes, muito menos para quem ficou parado por horas no engarrafamento; pessoas que estavam indo ao trabalho, escola, hospitais, aeroporto, rodoviária, enfim, destinos diversos que foram prejudicados com a manifestação pacífica, porém sem força jurídica", declarou.

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil informou que vai estudar o processo de escolha da empresa responsável pela obra e solicitará oficialmente aos ministérios públicos, Estadual e do Trabalho, que oriente os empresários a contratarem profissionais habitantes no Estado de Sergipe. O MPE e o MPT não se pronunciaram sobre a futura reivindicação sindical.