Protesto fecha rodovias em Carmópolis

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Publicada em 04/02/2017 às 00:57:00

Milton Alves Júnior

 

Às 5h30 de ontem ex-funcionários da área de montagem e manutenção industrial - ligados a empresas terceirizadas da Petrobrás, invadiram e bloquearam todas as vias expressas que dão acesso ao município de Carmópolis. A mobilização foi coordenada pelo Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro) e por gestores da CSP – Conlutas, como forma de protestar contra as sucessivas demissões em massa promovidas pela estatal. De acordo com representantes do Movimento SOS Emprego, as categorias estão se unindo para promover manifestações em várias regiões de Sergipe já a partir da próxima semana.

 Conforme pleito dos operários, a Petrobrás necessita em caráter de urgência apresentar planos administrativos que resultem na geração de emprego, e que priorize a contratação de mão de obra dos desempregados; caso o pedido não seja atendido em sua totalidade, a promessa é promover retaliações contra o pacote governamental. Segundo números apresentados pelos sindicalistas, cerca de mil profissionais se dividiram em quatro pontos diferentes e permaneceram ocupando ruas, avenidas e rodovias até às 9h30. Na próxima quarta-feira, 08, os trabalhadores se reúnem em Aracaju a fim de pressionar os gestores federais que atuam na capital. O encontro está pré-agendado para as 6h30.

 Para o diretor do Sindicato do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Montagem e Manutenção Indústria, Sindimont/SE, Ronaldo Passos, a falta de cumprimento de acordos firmados recentemente não estão sendo respeitados. O sindicalista se refere ao cumprimento da promessa de recontratação de funcionários da antiga terceirizada da Petrobrás. “É lamentável perceber que novos grupos de empresários estão assumindo o lugar das empresas que faliram e não estão contratando os funcionários demitidos. A situação foi apresentada aos gestores, mas mesmo assim as demissões continuam ocorrendo e poucos são reintegrados ao serviço. Não aceitamos essa postura e por isso estamos na luta”, declarou.