Aease e OAB se reúnem e pedem ações para reduzir efeitos da seca

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Publicada em 05/02/2017 às 00:43:00

Com o intuito de buscar alternativas e criar ações conjuntas para minimizar os efeitos da seca no sertão sergipano, visando também uma melhora na produtividade dos agricultores castigados com a seca, a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE-SE) em parceria com a Ordem dos Advogados de Sergipe (OAB-SE) se reuniram para debater e solucionar esses temas de fundamental importância para todos os sergipanos.

Segundo o presidente da Aease, Fernando Andrade, a intenção é discutir os principais temas e tentar solucionar os problemas. “Na verdade nós idealizamos a instituição desse fórum com um ambiente onde serão discutidos os grandes assuntos que afetam a seca, a estiagem e evidentemente os grandes gargalos que de uma forma ou de outra possam ser discutidos para que a gente possa otimizar alternativas e soluções que possam minimizar os efeitos danosos da seca. Nós sabemos que o estado vive uma seca altamente fustigante, onde mais de cem mil sertanejos sergipanos estão sofrendo os efeitos dessa estiagem. E nós precisamos fazer alguma coisa”.

 “A Aease enquanto associação dos engenheiros agrônomos, costuma dizer que o maior amigo que o produtor tem é o engenheiro agrônomo, que leva o conhecimento, que leva a tecnologia sobre várias formas, como assistência técnica. É o engenheiro agrônomo que gera pesquisa, que tem ações na área fundiária, na área de defesa agropecuária, portanto nós enquanto engenheiros agrônomos pelo papel que nós desempenhamos, pela formação que nós temos como agente de desenvolvimento rural, nós temos a obrigação nesse momento difícil, e de alguma forma tentar ajudar não com a missão de criticar o governo, de se colocar como oponente simplesmente por ser oposição. A Aease assumiu uma postura de contribuir nas discussões, nos debates, buscando alternativas para que a gente possa minimizar o efeito climático, danoso que a mais de cinco anos se instalou no estado e que em 2016 agiu de forma bem aguda, onde nós temos números bem preocupantes”, comentou Fernando Andrade em entrevista à TV Alese.

 “Essa seca tem efeito em todos os 75 municípios do estado, são 28 unidades em estado de emergência. A Aease fez recentemente uma visita ao interior, lá no alto sertão, visitamos algumas propriedades, conversamos com alguns produtores, tivemos também um contato com os gestores públicos, no mês de dezembro e janeiro, já estamos em fevereiro e a situação já deve ter se acentuado, e a gente precisa fazer alguma coisa”, explicou

“O fato de criar o fórum e buscar o apoio da OAB foi justamente para dar consistência, para dar suporte a esse trabalho, a essa ação de modo que a gente possa em termos práticos e concretos trazer algum benefício para o sofrido homem do campo”, concluiu o presidente da Aease. (Agência de Notícias Alese)