Servidores da saúde fazem novo protesto em Aracaju

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Publicada em 07/02/2017 às 00:25:00

Milton Alves Júnior

Servidores da saúde municipal realizaram na manhã de ontem a segunda edição do bloco ‘Os Quebradinhos’. O ato serviu como ação sátira contra o não pagamento salarial referente ao mês de dezembro do ano passado. Em greve desde o dia 26 de janeiro, e sem entrar em acordo com a Prefeitura de Aracaju, a classe trabalhadora segue de braços cruzados por tempo indeterminado e atendendo apenas 30% dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em busca de assistência em uma das 44 unidades administradas pela Secretaria Municipal de Saúde. O ato público foi realizado em frente ao Centro Administrativo Aloísio Campos, onde contou com a participação de dez sindicatos ligados à SMS.

Apesar das críticas apresentadas pelos servidores, a administração da capital sergipana voltou a garantir que o prefeito Edvaldo Nogueira está trabalhando com o propósito de respeitar todas as promessas apresentadas durante o último pleito eleitoral. Nesses primeiros 38 dias de gestão já foi possível quitar a gratificação natalina não quitada pelo ex-prefeito João Alves Filho (DEM), e, quitar em dias, o salário mensal referente ao mês  e janeiro. De acordo como jornalista Elton Coelho – secretário adjunto da comunicação municipal, Edvaldo e Eliana, juntamente com os respectivos secretários, trabalham para resolver demandas financeiras herdadas pela gestão comandada pelo democrata.

Paralelo à busca por soluções, a Secretaria de Comunicação garantiu ainda que o chefe do executivo municipal segue disponível a atender os lideres sindicais, debater os problemas e resolver os impasses de forma versátil, sem geral maiores prejuízos para os trabalhadores e pacientes. Apesar dos discursos e transparência nas atuações administrativas, as categorias não apresentam indícios de arredar o pé da greve. Conforme o Jornal do Dia vem destacando nos últimos dias, desde o primeiro dia da greve mais de 50 mil aracajuanos já deixaram de ser atendidos por conta da paralisação unificada. Técnicos do Ministério Público do Trabalho, bem como profissionais do Tribunal de Contas de Sergipe, atuam na tentativa de apaziguar esta relação.

O movimento unificado contou com a participação de médicos, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, dentistas, fisioterapeutas, agentes de combate a endemias, entre outros.