Jackson e Temer autorizam reinício das obras da BR-101 e da pista de pouso e decolagem do aeroporto

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Publicada em 08/02/2017 às 00:30:00

Nesta terça-feira, o governador Jackson Barreto, o presidente Michel Temer e ministro dos Transportes Maurício Quintella presidiram ato de assinatura de convênios para retomada das obras de duplicação da BR-101, no trecho que corta Sergipe, e da pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Aracaju. A solenidade reuniu deputados, senadores e autoridades políticas.

Jackson lembrou que o ato desta terça consolida o empenho da gestão estadual em viabilizar a duplicação das BR-101. “Lembrei ao presidente da última reunião que tivemos, dia 11 de janeiro. Na ocasião, Temer ligou para o ministro cobrando o reinicio das obras da BR-101 sendo prontamente atendido por Maurício Quintela. O presidente prometeu retomar as obras do aeroporto e da BR-101. Agradecemos, mas precisamos de mais, queremos mais. Não queremos apenas o trecho de Capela-Propriá. Queremos toda a conclusão da BR-101 do lado norte e a licitação do trecho Sul, de Estância até a divisa com a Bahia. Pelo tempo que estamos aguardando, não dá mais para o povo sergipano esperar”, declarou.

O presidente Michel Temer reconheceu o trabalho contínuo do chefe do executivo estadual. “Este ato é uma homenagem a essa persistência do governador, com vistas a prestigiar o governo e o povo de Sergipe. Tudo isso deriva de uma conjugação de esforços entre União, Executivo, parlamentares e governos estaduais e municipais. Vamos duplicar a BR-101, concessionar a 235 e complementar a pista do aeroporto de Aracaju”, afirmou Temer .

O reinício das obras atende uma demanda antiga do governo do Estado, o qual vem pleiteando a retomada dos serviços em sucessivas audiências com representantes do governo federal. Em Sergipe, a duplicação da BR-101 supera R$ 1 bilhão e abrange 190 quilômetros divididos em cinco lotes de pavimentação e mais quatro de construção de pontes e viadutos entre a divisa com Alagoas e a divisa com a Bahia. Ao final da obra, Sergipe terá 59% de sua malha de rodovias federais duplicada, do total de 320 km, sendo 204, 3km na BR-101. As obras de duplicação da BR-101(inseridas no PAC 2), na região Nordeste, são o maior empreendimento rodoviário do país, atravessando cinco estados e perfazendo 861 quilômetros de extensão.

A ordem de serviço assinada contempla o reinício das obras de duplicação do primeiro segmento da BR-101, que se estende do Km 00, em Propriá, ao km 40, na altura dos municípios de Capela e Japaratuba.  Segundo o Departamento nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SE), o investimento para a retomada e conclusão do primeiro segmento é de cerca R$ 157 milhões.

O segundo segmento se estende do Km 40 ao KM 51,8 (Carmópolis) e as obras foram executadas pelo 4º Batalhão de Engenharia do Exército da Paraíba (4ºBEC).  O terceiro segmento se estende do KM 51,8 ao Km 77,3 (Pedra Branca). As obras estão paralisadas e o DNIT Sergipe está fazendo estudos dos serviços remanescentes para nova licitação.  Já o trecho entre Pedra Branca (Km 77,3) a Estância (Km 153) já está completamente duplicado. O trecho final se estende do povoado Alecrim, em Estância (KM 153), à divisa com o estado da Bahia, em Cristinápolis (Km 206,1). As obras não foram iniciadas, neste segmento, além da duplicação do trecho, está prevista a implantação de um contorno rodoviário em Estância.

Novo pista de pouso e decolagem do aeroporto Santa Maria

 

Também foi assinada ordem de serviço para retomada das obras da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, paralisadas desde 2013. Com a ampliação, a pista passa de 2.200 metros de extensão para 2.785 metros. De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura, o valor total licitado é R$ 73.817.832,07. Já foram executados e pagos R$ 54.778.718,10.

Restam ser pagos R$ 19.039.113,97, o valor corresponde à execução dos serviços necessários para a conclusão da ampliação da pista: reconstrução da pista de taximanento existente (taxi way), implantação das novas pistas de taxiamento e conclusão da sinalização da pista.

O Governo do Estado pleiteia também o início das obras do novo terminal de passageiros, orçado em cerca de R$ 300 milhões. A pauta vem sendo discutida pelo governador Jackson Barreto em reuniões com o presidente Michel Temer, o presidente nacional da Infraero, Antônio Claret de Oliveira, o diretor de Aeroportos, André Leandro Magalhães e o ministro de Transportes, Maurício Quintella.

“O governador do Estado cumpriu sua parte no convênio firmado com a Infraero. A União, através da Infraero, é devedora. Fizemos o entorno do aeroporto, fizemos o desmonte do morro da Picarreira. Não queremos apensas a conclusão da pista, queremos também a construção do Terminal de Passageiros. Fizemos questão de destacar o valor total da obra, que é de R$300 milhões,  e precisamos da ajuda do presidente e para  a consolidação dessas obras”, afirmou o governador.

 

Complexo aeroportuário - O complexo aeroportuário é construído em parceria com a Infraero e inclui a construção do novo terminal de passageiros, ampliação da pista de pouso e decolagem e o desmonte do morro da Piçarreira. Juntas, as obras somam mais de R$ 423 milhões. O governo já investiu, até o momento, R$ 55 milhões no entorno do aeroporto, em abertura de avenidas, no desmonte do Morro da Piçarreira, dentre outros investimentos.

Com orçamento inicial de R$ 277 milhões, o novo terminal passará a ter 36 mil m² e capacidade para atender 4,3 milhões de passageiros, contra o 1,7 milhão atuais. Já o pátio de aeronaves terá oito posições para aeronaves do tipo Boeing-737 e quatro pontes de embarque. A nova configuração possibilitará ao aeroporto receber uma maior variedade de tipos de aeronaves, sobretudo voos intercontinentais, incentivando assim o desenvolvimento econômico do estado.

 

Certificado - Em janeiro, o Aeroporto de Aracaju recebeu o Certificado Operacional de Aeroporto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Trata-se de portaria, publicada no Diário Oficial da União, que atesta o atendimento aos requisitos de infraestrutura e de segurança operacional para os aeródromos que movimentam mais de um milhão de passageiros por ano.