Protesto tumultua trânsito na Rua Acre

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 09/02/2017 às 07:42:00

Milton Alves Júnior

A manhã de ontem foi marcada por protestos e conflito entre manifestantes e motoristas que transitavam nas intermediações da unidade Petrobras, localizada na Rua Acre, bairro Ponto Novo. Profissionais terceirizados e prestadores de serviços da estatal se aglomeraram em Aracaju com o propósito de reivindicar a recontratação de servidores demitidos, bem como o cancelamento de contratos firmados com empresas interessadas em admitir trabalhadores de outros estados. Cálculos apresentados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Área de Montagem e Manutenção Industrial de Sergipe (Sindimont) indicam que somente em dezembro passado 300 sergipanos foram dispensados.

A direção da estatal em Sergipe informou por meio de nota que todas as atribuições contratuais são geridas por cada empresa terceirizada. Sendo assim, é necessário que os sindicalistas e demais trabalhadores insatisfeitos busquem promover diálogos junto às contratantes.

“A companhia reitera que todos os seus contratos de serviços estão em conformidade com a legislação vigente. A pauta de tais manifestações traz reivindicações que ultrapassam as atribuições da Petrobras”, comunicou.

De acordo com o funcionário André Santana, presidente do Sindimont, com o fim do processo licitatório cada empresa apresentou de imediato o quadro de funcionários ocupando mais de 80% das vagas disponíveis. Com isso, o pessoal local – residente nas cidades onde a Petrobras opera, diferentemente dos anos anteriores não tem oportunidade de trabalhar. O presidente esclarece que até a tarde de ontem uma média de 800 pessoas ficaram desempregadas desde o processo de renovação das terceirizadas.

Durante o ato, agentes da Polícia Militar necessitaram intervir após um funcionário, conduzindo uma camionete, ter tentado entrar à força no estacionamento da Petrobras. Sem obter a permissão dos manifestantes, o motorista acelerou o veículo e atingiu o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindilimp), Thiago de Santana. Com indícios de fratura o sindicalista necessitou ser atendido por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Minutos após o primeiro conflito, um motorista de ônibus de transporte público tentou furar o bloqueio e foi atingido por pedras.

Agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), estiveram no local e registraram os dois episódios.