Edvaldo: "A greve do lixo não foi gerada pela prefeitura. A Cavo deve retornar ao trabalho"

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Publicada em 10/02/2017 às 00:11:00

O prefeito Edvaldo Nogueira se reuniu, nesta quinta-feira (9), com o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Mendonça Prado, para discutir a paralisação da coleta do lixo em Aracaju, provocada por descumprimento do contrato por parte da Cavo, empresa responsável pela prestação do serviço. No encontro, que ocorreu na sede da Emsurb, também foi apresentado ao prefeito, pela equipe diretiva do órgão, o planejamento estratégico para o primeiro ano da gestão.

 “A Cavo tem que resolver os problemas com os seus empregados e retornar a prestar o serviço. A dívida existente foi àquela deixada pela gestão passada, sobre a qual já editamos um decreto renegociando o passivo. O que diz respeito ao nosso governo, nós antecipamos o pagamento da primeira parcela para que Aracaju não voltasse a enfrentar estes problemas. Esta greve não foi gerada pela Prefeitura. Ela diz respeito à empresa Cavo com os seus funcionários. A população não pode ser prejudicada desta maneira”, afirmou Edvaldo.

Ele elogiou as medidas tomadas pelo presidente da Emsurb em relação ao problema. “Quero parabenizar o presidente Mendonça Prado, que tomou as devidas providências, notificou a empresa, estabeleceu uma multa e mostrou para a sociedade o que está acontecendo. Agora, esperamos que a Cavo volte imediatamente a recolher o lixo da cidade”, reiterou. O prefeito também se disse satisfeito com o planejamento apresentado pelos diretores da empresa. “Os serviços urbanos em Aracaju estão voltando a ter a atenção devida”, comemorou.

O presidente da Emsurb destacou que, “pela primeira vez”, uma empresa que deixou de prestar o serviço devido foi notificada e multada. “Vamos regularizar o serviço, de qualquer forma, nos próximos dias, em definitivo. Não vamos permitir paralisações constantes, uma vez que o parcelamento da divida já foi feito e os pagamentos relativos à atual gestão estão regularizados, alguns efetuados de forma antecipada para prevenir este tipo de paralisação”, disse.

Mendonça não descartou a rescisão do contrato com a Cavo, caso haja novos transtornos para a população aracajuana. “A empresa voltou com um percentual mínimo, o que não vai solucionar o problema do lixo acumulado nas últimas 24 horas. De modo, que este acúmulo não pode chegar a 48 horas, que é o que está acontecendo principalmente na Zona Norte da cidade. É um incômodo muito grande para os nossos munícipes. Não descartamos novas punições à empresa e, se necessário for, a rescisão contratual”, afirmou.

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Cavo diz que trabalhos estão sendo normalizados

A empresa Cavo distribuiu ontem à noite a seguinte nota: "Em consideração a seus funcionários e à população de Aracaju, mais uma vez, a Cavo está fazendo enorme sacrifício para quitar os salários de seus colaboradores, o que possibilitou a retomada parcial da coleta de lixo nesta quinta-feira 9. A empresa pagou metade dos vencimentos nesta quinta-feira 9 e o restante será pago no próximo dia 15. A administração municipal de Aracaju se mantém intransigente e recusou novamente, nesta data, a receber a direção da Cavo para negociar os débitos que chegam a R$ 28,4 milhões. Cabe esclarecer que, ao contrário do que a administração municipal tem divulgado, o pagamento feito em janeiro pela Emsurb representa apenas dois terços do montante devido pelos serviços executados em dezembro e as operações da empresa em outras cidades nada têm a ver com a situação de Aracaju. Em fevereiro, a Cavo não tem qualquer previsão de recebimento pelos serviços prestados o que, fatalmente, terá impacto, cedo ou tarde, na limpeza urbana da cidade. A Cavo não se furtará a tomar as medidas judiciais cabíveis para receber o que tem direito."