Médico adverte para qualidade de água mineral

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 12/02/2017 às 07:01:00

Milton Alves Júnior

 

Peritos especializados em análise de água mineral estão preocupados com a qualidade dos produtos revendidos no Estado de Sergipe. A água mineral comercializada em todas as cidades do estado apresenta índices do potencial hidrogeniônico (PH) igualitários, ou bastante inferiores, se comparado ao índice ideal para manter o bem estar dos consumidores. Estudos brasileiros com reconhecimento internacional mostram que o PH entre 7,5 e 14 é considerado ideal para manter o bem estar dos consumidores. Ao longo desta semana o Jornal do Dia conferiu o rótulo de seis marcas presentes no mercado sergipano e observou que apenas duas respeitam as exigências.

Em entrevista concedida ao JD, o médico cardiologista, e nutrólogo Alberto Fonseca esclareceu que o PH do nosso sangue contabiliza cerca de 7,4; na escala do PH (de 0 a 14), sete é neutro, abaixo de sete é ácido e acima é básico ou alcalino. O especialista esclareceu que o consumo de água com PH acima de sete é considerado ‘muito bom’ para o funcionamento do corpo pois evita a acidez no sangue, que causa vários tipos de doenças como: osteoporose, doenças cardíacas, processos inflamatórios crônicos, obesidade e câncer. Para ser considerada pura, a água necessita ser ausente de contaminantes como bactérias, vírus, cloro, metais tóxicos, matéria orgânica, bisfenol A, dioxinas e xenoestrógenos.

“Fica evidente que a presença destes contaminantes em nosso organismo acaba o deixando mais vulnerável a desenvolver doenças, as quais citei para vocês. Além de realizar atividades físicas, buscar sempre uma alimentação saudável, é preciso que todos nós estudemos os rótulos de cada água mineral e consumir aquelas acima, ou ao menos se aproximam de 7,5. Além do cuidado a ser seguido pelos consumidores, é preciso que os órgãos de fiscalização determinem a interdição de todas as fabricas de água mineral que não respeitam esse modelo de qualidade de vida”, disse. A pesquisa de campo feita pelo Jornal do Dia mostra que apenas as empresas Crystal e Nestlê, PH = 7,28, e PH = 7,44 respectivamente, se aproximam do índice apropriado.

As duas marcas citadas ainda apresentam dois produtos específicos com potencial hidrogeniônico acima do número mínimo. A Crystal com gás possui PH = 8,66; já a Nestlê Pureza Vital possui PH = 8,18. No quesito garrafão com 20 litros, apresentam PH inferior as marcas: Indaiá PH = 4,50; Santa Cecília PH = 4,32; e Entre Rios PH = 4,31. A empresa Lev, também revendedora de água mineral em garrafões, possui PH acima de 5,70. “Sei que é chato ficar atento às informações pequenas contidas nos rótulos, mas para que possamos ter uma vida mais saudável é preciso adotar este tipo de cuidado. Uma postura auto fiscalizadora que resulta em benefícios para nós, e para a nossa família”, pontuou Alberto Fonseca.

 

Mudanças - Mudanças recentes na legislação nacional retiraram da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e das vigilâncias regionais, o dever legal de fiscalizar a qualidade destes produtos. Apesar das alterações, Silvio Almeida Santos, que responde pela coordenação de Portos e Aeroportos da Anvisa em Sergipe, informou que o órgão - devido ao vasto conhecimento técnico, está à disposição das empresas para debater possíveis ações que possam qualificar o produto comercializado. Para isto, basta o grupo empresarial se dirigir à sede da Anvisa em Sergipe e apresentar os projetos.