Motoristas ameaçam reduzir horário de circulação dos ônibus

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Publicada em 14/02/2017 às 00:16:00

Milton Alves Júnior

Motoristas e cobradores de ônibus coletivos estão preocupados com o índice crescer de assaltos registrados diariamente na Grande Aracaju. Conforme números apresentados pela direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sinttra), somente nos 40 primeiros dias do ano foram contabilizados 116 assaltos deflagrados. Diante da situação agravante, a categoria, mais uma vez, ameaça reduzir o horário de circulação dos veículos em dois bairros sitiados na zona Norte da capital. Outros bairros correm o risco de sofrer com suspensão do serviço a partir das 19h.

Paralelo ao trabalho desenvolvido por agentes da Polícia Militar, o comando da Guarda Municipal de Aracaju, por intermédio das equipes Ronda da Capital (Rondac), da Ronda dos Mercados (Rondam), do Grupo Tático Operacional (GTO), e do Grupamento Especializado de Moto Patrulhamento (GEM), busca intensificar as abordagens na perspectiva de minimizar o impacto  negativo articulado por marginais, e permitir aos passageiros uma viagem sem preocupações. As fiscalizações estão sendo intensificadas em abrigos de ônibus e terminais de integração.

Ainda de acordo com a Prefeitura de Aracaju, a população também pode contribuir através de denúncias para o telefone 153 ou pelo WhatsApp, no número 98166-7790. Na avaliação feita pelo cobrador Laís Miguel Filho, além dessas ações é preciso que as empresas de ônibus comecem a investir mais em tecnologias que permitam identificar os marginais com melhor clareza; o funcionário destaca ainda a importância na implantação de sistemas que acionem viaturas da Polícia Militar no instante momento em que os assaltantes ainda estiverem dentro dos ônibus.

"Esses investimentos vão ajudar muito a espantar os bandidos que estão cada vez mais ousados e agressivos. Desde agosto do ano passado quando um adolescente matou um colega nosso de trabalho surgiram várias promessas de melhorias do serviço de combate à criminalidade, mas a gente segue na mão dos ladrões. Dou o sangue pelo meu trabalho, mas não quero morrer e deixar minha família órgão por causa da precariedade na segurança pública", declarou. Para se ter ideia do aumento brusco no registro de assaltos, no ano de 2014 foram registrados 750 assaltos; já em 2015 foram 1.201 registros; no ano passado o Sinttra oficializou 1.767 boletins de ocorrência.