Cavo quer receber dívida de gestão passada

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Publicada em 15/02/2017 às 00:59:00

Milton Alves Júnior

Gestores nacionais do Grupo ESTRE/Cavo reuniram na tarde de ontem a imprensa sergipana para detalhar os impasses financeiros e administrativos vivenciados junto à Prefeitura de Aracaju. Segundo averiguação contábil realizada pela empresa, a gestão municipal possui um débito líquido superior a casa dos 26 milhões e 300 mil reais; esse deficit equivale a dívidas com mais de 180 dias de atraso. Para a Estre, fica evidente que a PMA, por intermédio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), não tem respeitado cláusulas contratuais, as quais permitem a suspensão geral das atividades operacionais.

Ontem a coleta não foi realizada em Aracaju em função paralisação dos garis, que estão com os salários atrasados.

Se mostrando ciente dos problemas a serem gerados com a suspensão integral da coleta de lixo domiciliar e comercial, o grupo contratado em caráter emergencial, optou por sustentar a instabilidade financeira proporcionada pela PMA utilizando os próprios recursos em caixa, mas garantiu que chegou ao limite da apelação cordial e pretende provocar os ministérios públicos Estadual e do Trabalho para que a dívida milionária enfim seja quitada. A partir deste mês, sem o repasse das verbas atrasadas ficará difícil manter a escala completa de trabalhadores.

Durante o diálogo promovido na sede da empresa, em Aracaju, Thiago Brito,diretor Jurídico do Grupo ESTRE, informou que a empresa encontra dificuldades em dialogar com gestores da Emsurb. Segundo o representante, na semana passada dois diretores de São Paulo estiveram em Aracaju para conversar com o presidente da Emsurb, Mendonça Prado, mas, mesmo depois de promover duas tentativas, os representantes voltaram para a capital paulista sem ser atendidos pelo gestor.

O Grupo Estre garante que a Emsurb mente ao informar que firmou um acordo de conciliação, a qual permite o pagamento dos débitos em até 48 parcelas. "Toda a direção foi pega de surpresa com essa alegação já que nós não fomos convidados para debater a forma de pagamento dos valores em atraso muito acima do que permite a legislação brasileira. Dois colegas nossos estiveram aqui para conversar com os gestores municipais para debater alternativas para quitação, mas sequer foram atendidos. Estamos abertos para negociações, porém deixamos claro que não vamos permitir imposições unilaterais. Até o momento dobemos dessa divisão no pagamento apenas pela imprensa porque não fomos convidados para nenhuma discussão sobre o assunto", disse.

No final da tarde de ontem, a Cavo distribuiu nota informando ter recebido um novo pagamento por parte da Emsurb. "A Cavo informa que nesta terça-feira, em torno das 16h, a empresa constatou o pagamento de R$ 850 mil feito pela Emsurb, montante que quitou os valores devidos pelos serviços prestados em dezembro de 2016. A Cavo lembra, porém, que ainda há dívidas em aberto, referentes ao período entre março, quando teve início o primeiro contrato emergencial, e novembro de 2016. A empresa ressalta que continua aberta à negociação desse passivo de cerca de R$ 25 milhões."