Homem é preso por dar golpe em taxistas há seis anos

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Publicada em 17/02/2017 às 05:51:00

Policiais civis da Delegacia de Defraudações e Crimes Cibernéticos (DDCC) prenderam um homem acusado de dar um golpe contra taxistas de Aracaju, envolvendo a venda irregular de pontos de táxi que não existiam. O segurança particular Jorge Luis dos Santos, 35 anos, foi detido ontem à tarde no bairro Cidade Nova (zona norte), enquanto caminhava por uma rua próxima ao Hospital Universitário (HU). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Jorge estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça desde 2014, após ser investigado pelos golpes.

A polícia informa que os golpes aconteceram principalmente em 2011 e foram denunciados em dezembro do mesmo ano. Na época, a então Delegacia Especial de Defraudações (Defd) apurou que o segurança abordava taxistas defensores (que dirigem taxis para empresas ou os donos das concessões) e se apresentava como assessor da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). Em seguida, ele fazia uma proposta para vender supostos pontos de táxi que estariam disponíveis. Geralmente, era cobrado um preço médio de R$ 8 mil pelos pontos.

“Como já eram pessoas que trabalhavam dirigindo táxis para outras pessoas, elas logicamente mantiveram interesse naquela aquisição. Era tudo registrado em cartório, para dar um quê de seriedade, como se realmente se tratasse de algo sério, sendo que posteriormente essas pessoas descobriam que os pontos nem existiam”, explicou a delegada Rosana Freitas, da DDCC, explicando ainda que Jorge procurava demonstrar que conhecia todo o processo de funcionamento da SMTT, citando o nome de pessoas que trabalhavam no órgão como elas fossem suas amigas ou conhecidas. “Isso é um perfil usado geralmente pelos estelionatários. Eles fazem antes um levantamento de informações para fazer com que a pessoa abordada tenha credibilidade na história que está sendo passada”, acrescentou ela.

Conforme o inquérito que investigou o golpe, pelo menos 20 taxistas foram vítimas do acusado, resultando em um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil. No dia em que a o caso foi denunciado à Polícia Civil, dezenas de taxistas chegaram a fazer uma carreata até a Delegacia Plantonista, que funcionava no Centro, onde Jorge foi interrogado. Ele respondeu ao processo em liberdade, mas teve a prisão preventiva decretada em 2014 e estava foragido desde então.