Márcio defende unidade do PT

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Publicada em 18/02/2017 às 00:02:00

O secretário nacional de Finanças do PT, Márcio Macêdo, voltou a afirmar, nesta sexta-feira (17), que todos os seus esforços estão voltados para a construção da unidade do partido com vistas ao processo de eleição interna e pelo fortalecimento da sigla para o pleito de 2018. Em entrevista à rádio Fan FM, ele confirmou que tem sido cogitado para ser candidato a presidente nacional do PT, mas defendeu que o ex-presidente Lula seja o nome escolhido.

“Este é o momento de construir a unidade do partido. O melhor dos cenários é todos se unirem para preparar o partido para 2018. Defendo isso. Se Rogério Carvalho quiser continuar presidente, não tenho problema com isso, não tenho nada pessoal contra ele. Fizemos embates políticos, temos divergências, mas é preciso maturidade para entender que o PT é maior do que todos nós. Não tenho menor problema de apoiar Rogério dentro de uma unidade que possa incluir todas as forças do partido. Tenho conversado com ele, não tem clima de briga”, afirmou.

Sobre a possibilidade de disputar a presidência nacional do partido, Márcio relatou que seu nome vem sendo lembrado dentro da corrente majoritária da sigla, a “Construindo Um Novo Brasil”. Mas segundo ele, o nome que seria capaz de construir o consenso é o do ex-presidente Lula. “Lula sendo presidente do PT unifica o partido e abre caminho para uma chapa única no Congresso interno, mas esta é uma decisão que cabe a ele. Se ele não for, meu nome tem sido ventilado na maioria do partido. O meu, o de Humberto Costa, o de Jaques Wagner. Temos que sentar para discutir na hora certa”, ressaltou.

Ainda falando sobre Lula, o dirigente petista comemorou os resultados da pesquisa CNT, divulgados nesta semana, que colocam o ex-presidente com liderança folgada em todos os cenários para a eleição presidencial de 2018. “Lula só não é candidato se acontecer o absurdo de tentarem interditar a candidatura ou mudar a Constituição para que ele não possa mais ser candidato, porque já foi presidente duas vezes. A pesquisa CNT mostra Lula na liderança no primeiro e no segundo turno. Isso revela que o povo está com saudade dele, de um governo que atinja a todos. Esta crise econômica de agora, Lula já viveu e já resolveu, por isso querem tirá-lo da disputa, com medo de ele vencer a eleição”, avaliou.

Edvaldo - O ex-deputado também respondeu a pergunta sobre o projeto da gestão de Edvaldo Nogueira que estabeleceu uma linha de crédito especial para que o servidor realize um empréstimo como forma de quitação do salário de dezembro, deixado pendente pelo ex-prefeito João Alves Filho. Ele disse que, embora não seja ideal, esta foi a forma encontrada pelo prefeito para pagar o funcionalismo.

 “Vejam que mal faz uma administração desastrosa, como foi a de João Alves, para uma cidade. Além de destruir equipamentos urbanos, deixar a cidade suja, João ainda atrasou salários. Foi uma herança maldita. Claro que o governo é impessoal e é lógico que Edvaldo sabe que tem que administrar este pepino, mas ele tem apenas 45 dias no governo, então é importante deixar o cara trabalhar. Ele não atrasou os salários que são de responsabilidade direta dele. Ele encontrou uma alternativa para resolver a tragédia que João deixou, em curto prazo. Portanto eu quero desejar a Edvaldo força neste momento para cumprir o seu papel de resgatar a qualidade de vida em Aracaju”, afirmou.