Paulista é internado no Huse com suspeita de málária

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Publicada em 19/02/2017 às 07:42:00

Um paulista de 52 anos que está de passagem por Aracaju foi internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), com suspeita de ter contraído malária, doença infecciosa grave e mais comum na região da Amazônia. Segundo informações confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), ele deu entrada no Huse nesta sexta-feira, mesmo dia em que chegou a Sergipe para visitar um amigo, após uma temporada de trabalho na África. Depois de sentir-se mal, ele passou primeiramente pela Ala Azul, destinada aos pacientes menos graves, mas apresentava febre, suor excessivo, calafrio intenso e pele amarelada, ou seja, todos os sintomas para malária.

Ainda de acordo com a SES, o quadro do paciente se agravou muito e ele foi transferido para a Ala Vermelha, onde ficou até conseguir uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O paulista foi entubado e submetido a medicamentos específicos contra a malária, com acompanhamento de enfermeiros, técnicos e médicos de várias especialidades. Até o fechamento desta edição, ele permanecia internado na UTI do Huse, mas a família do paciente, que foi avisada do internamento, acionou o seguro particular de saúde e providenciava a transferência dele para um hospital particular de Aracaju.

O caso é investigado pelo Núcleo de Endemias da SES, que negou haver qualquer registro de casos autóctones de malária em Sergipe. Segundo a nota oficial da secretaria, o Estado está fora de área de maior incidência para a doença (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), conforme a classificação epidemiológica do Ministério da Saúde. “Quanto ao risco de contaminação, é importante identificar os lugares por onde o paciente esteve antes de ser internado no Hospital, para que seja feita uma investigação sobre a presença ou não do vetor transmissor da malária (nesse caso são os mosquitos Anophelinos), mantendo uma vigilância”, explica o texto.

A malária é considerada uma infecção grave, que pode até provocar a morte do paciente, mas seu tratamento, oferecido gratuitamente na rede pública de saúde, é tido como simples e eficaz.

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