Chuvas causam alagamentos na capital

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Publicada em 21/02/2017 às 00:26:00

Milton Alves Júnior

 

Milhares de aracajuanos tiveram dificuldades em sair de casa na manhã de ontem e chegar ao trabalho ou instituições de ensino devido aos transtornos causados pela chuva durante a madrugada e início de manhã. Além dos vários pontos de alagamento, semáforos apresentaram defeitos, colisões automotivas foram registradas e a queda de árvores contribuíram para transformar as vias públicas em um caos generalizado. Análises do Centro de Meteorologia de Sergipe indicam a perspectiva é que outras frentes frias possam atingir o litoral sergipano e demais regiões do estado até o dia 20 de março, quando encerra a estacionamos quente do ano e inicia o outono.

A água prejudicou moradores dos conjuntos Augusto Franco, Santa Lúcia e Medici. Revivendo problemas semelhantes aos anos anteriores, quando centenas de moradores ficaram ilhados, a população necessitou utilizar equipamentos de limpeza doméstica para retirar o excesso de água que subiu o nível da rua e invadiu as residências. Diante da fragilidade estrutural causada pelo tempo instável, engenheiros da Defesa Civil Estadual chamam a atenção dos sergipanos para a possibilidade de sinistros. Em caso de ameaças de colapso é necessário acionar os órgãos de fiscalização e segurança.

Apesar de a chuva registrada ter sido em menor escala se comparado a outras tempestades registradas na capital sergipana, o lixo que permanece acumulado em todos os bairros aracajuanos contribuiu para que bueiros e canais fossem entupidos e colaborasse para a amplificação do problema.

 

Interior - A chuva forte gerou ainda contratempos para famílias que residem no interior sergipano. No município de Carmópolis um abrigo de crianças ficou inundado e uma escola identificou problemas no telhado; nas praias da Caueira, em Itaporanga d'Ajuda, e Abais, no município de Estância, a chuva intensa atrelada às fortes rajadas de vento contribuíram para danificar casas de veraneio construídas à beira mar.

Foram registrados ainda desnivelamento asfáltico em São Cristóvão e queda de árvores na cidade de Pirambu. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros Militar estão estudando os pontos de riscos apontados pelos próprios moradores de cada cidade.

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Prefeitura trabalha para minimizar efeitos da chuva

 

Aracaju amanheceu com chuva forte, que aliviou a temperatura depois de vários dias de calor intenso. Mas a água que caiu com nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 20, gerou alguns problemas que tumultuaram a rotina de um dia normal. A Prefeitura de Aracaju disponibilizou equipes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e das empresas municipais de Obras e Urbanização (Emurb) e de Serviços Urbanos (Emsurb) para saná-los da forma mais breve possível e minimizar os transtornos.

Mais de 40 agentes de trânsito da SMTT auxiliaram os motoristas, que encontraram semáforos com problema de funcionamento. Foram oito semáforos que ficaram inativos, dos quais seis já haviam sido consertados até o meio dia. De acordo com o assessor de Comunicação do órgão, Nivaldo Cândido, a falha ocorre geralmente por queda de energia. "Desde as primeiras horas os agentes saíram às ruas com o objetivo de dar fluidez no trânsito. Foram registradas algumas pequenas colisões, mas nada com gravidade", informou.

Já o diretor de Operações da Emurb, Alberto Nascimento, ressaltou a retirada do lixo que obstruía um bueiro na avenida José Olino, causando o alagamento das duas pistas e obrigando os motoristas a trafegarem na contramão. "Retiramos um balde, três portas de armário e o que parece ser uma piscina ou boia de plástico que estavam fechando completamente a boca-de-lobo. Todo esse material foi trazido pela chuva de um ponto de depósito de lixo irregular", contou o diretor, acrescentando que o lixo jogado pelo cidadão em muitos locais próximos a bueiros e sarjetas é uma das origens dos alagamentos das ruas da cidade sempre que chove.

Outra causa destes transtornos é a falta de manutenção preventiva, que deveria ter sido realizada nos meses anteriores em canais e redes fluviais pela cidade, evitando tais consequências. As equipes da Emurb atuaram também em outras vias, como a rua Acre em toda a sua extensão e Celso Oliva, atendendo os chamados mais urgentes dos cidadãos.

 

Árvores caídas - O mesmo problema também ocorre com a falta de poda preventiva de árvores, que não ocorre desde meados do ano passado, quando o contrato com a empresa responsável pelo serviço deixou de ser renovado. Somente nesta segunda-feira foram seis ocorrências de árvores caídas, segundo o assessor de Comunicação da Emsurb, Augusto Aranha.

 

Defesa Civil - A Defesa Civil de Aracaju também está monitorando os eventuais transtornos gerados pela chuva na capital. O coordenador, tenente-coronel Gilfran Mateus, disse que o órgão está em alerta, atuando em parceria com a Defesa Civil Estadual e com o Ciosp, para detectar as situações de risco e evitar os eventos adversos. De acordo com ele, na manhã desta segunda-feira, apenas uma ocorrência foi registrada, derivada de um caso que já havia sido notificado em 2015, mas para o qual a gestão anterior não tomou nenhuma providência.