Força Nacional é autorizada a ficar seis meses em SE

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Publicada em 21/02/2017 às 00:31:00

As tropas que integram a Força Nacional de Segurança Pública (FBSP) estão autorizadas para atuar em Aracaju durante os próximos 180 dias, ou seja, seis meses. A portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que confirma o envio dos policiais foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União. Além da capital sergipana, são contempladas pela medida as cidades de Natal (RN) e Porto Alegre (RS), que foram escolhidas para a fase inicial do Plano Nacional de Segurança Pública, anunciado ao fim do ano passado pelo governo federal. A equipe da Força Nacional em Aracaju terá um total de 120 policiais militares, além de seis peritos criminais e 24 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.

Parte dos civis chegou ao Estado no último dia 15 e já foi incorporada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com o objetivo de reforçar e acelerar as investigações de homicídios ocorridos principalmente nos bairros Santa Maria (zona sul) e Santos Dumont (zona norte). Já a chegada dos militares, destacados para o reforço do policiamento ostensivo e que serão incorporados à Polícia Militar, permanece sem data específica, podendo acontecer a qualquer momento. Viaturas, armas e equipamentos da própria Força serão trazidos para uso na operação em Aracaju.

De acordo com o MJSP, o prazo de 180 dias para a atuação dos agentes nos estados pode ser prorrogado, a depender da avaliação das ações do Plano, da permanência dos índices de crimes e dos pedidos dos governos locais. O foco da iniciativa está na redução de homicídios dolosos, feminicídios e violência contra a mulher. No entanto, há outras ações previstas para a racionalização e modernização do sistema penitenciário; bem como ao combate integrado à criminalidade organizada transnacional (especialmente tráfico de drogas e armas) e ao crime organizado dentro e fora dos presídios.

Entre as principais ações previstas, está a montagem do Núcleo de Inteligência, que envolverá as áreas de inteligência das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil e do estado e as dos sistemas penitenciários federal e estadual. Um mapa, atualizado em tempo real, marcará as áreas de incidência de crimes e outras informações, possibilitando a execução de operações específicas no combate à criminalidade.

O Plano Nacional de Segurança Pública foi lançado em janeiro, em meio à crise no sistema prisional em diferentes estados nos primeiros dias do ano, que já resultou na morte de mais de 100 detentos. Com a iniciativa, o governo federal pretende reduzir em 7,5% o número anual de homicídios dolosos nas capitais do país em 2017. A partir de 2018, a meta será ampliada para cerca de 200 cidades no entorno das capitais. A adesão oficial de Sergipe ao Plano foi formalizada no último dia 2 pelo então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em visita a Aracaju, mas vinha sendo negociada há oito meses com o governo federal. O planejamento definitivo para a vinda da Força Nacional começou em dezembro do ano passado, através de reuniões e cursos de integração com delegados e comandantes da SSP e das polícias estaduais em Sergipe. (com Agência Brasil)