Garis voltar a entrar em greve em Aracaju

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Publicada em 22/02/2017 às 09:27:00

Milton Alves Júnior

Agentes de limpeza urbana do Grupo Estre/Cavo deflagraram na manhã de ontem mais uma greve da categoria por tempo indeterminado, em Aracaju. A informação foi confirmada pela direção do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública Urbana e Comercial de Sergipe (Sindelimp), junto ao Jornal do Dia, após entender que a empresa segue promovendo danos aos trabalhadores e descumprindo de forma constante parte dos acordos firmados em audiência pública realizada na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT). Irredutíveis ao fim do movimento, ao menos nessas primeiras 24 horas de mobilização, a categoria segue coletando lixo com apenas 30% da respectiva escala operacional. Resultado: a crise do lixo segue prejudicando o cidadão aracajuano que não suporta mais a situação.

De acordo com o presidente Rayvanderson Fernandes, os garis, margaridas e condutores de caminhões coletores estão insatisfeitos com a postura administrativa adotada pela Cavo desde o início do contrato firmado em caráter de urgência com a Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). Entre os problemas elencados pelo sindicalista estão possíveis impasses no pagamento salarial a cada final de mês, jornada excessiva todos os dias, falta de equipamentos de segurança e proteção pessoal, além da indisponibilidade de água potável para consumo durante o serviço. A greve foi deflagrada na manhã de ontem apenas sete dias após ter reiniciado as mesmas atividades, ou seja, duas mobilizações grevistas em menos de um mês.

Essa é a terceira paralisação dos serviços de rua desde a posse de Edvaldo Nogueira como novo prefeito da capital sergipana, ocorrida no último dia 01 de janeiro. A Cavo, por sua vez, alega que existe uma pendência superior a 26 milhões de reais oriunda do não pagamento contratual entre os meses de março e novembro do ano passado; em contraponto a nova gestão da PMA garante que está em diasdesde o início do ano, e que as dívidas do ‘passado’ serão quitadas de acordo com novas reformulações financeiras a serem debatidas entre contratante e contratado.

“O Ministério Publico está vendo a nossa realidade e precisa intervir à favor do trabalhador. É inadmissível que a gente continue sem água potável para consumo e vivenciando novas demissões a cada final de mês”, declarou o sindicalista.

 

Esclarecimentos - Por meio de nota, a Cavo informou que "já atendeu a outras reivindicações feitas em setembro de 2016 e que é a primeira empresa a pagar Participação nos Lucros e Resultados para funcionários da limpeza urbana em Aracaju. A Cavo permanece aberta ao diálogo com o Sindelimp", disse. A empresa declarou ainda que já adquiriu os equipamentos de proteção individual, tais como: máscaras, óculos, luvas e botas, que foram exigidos pela categoria.