Foragido da ‘Onça Pintada’ é preso em Alagoas

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Publicada em 23/02/2017 às 00:24:00

Foi preso na manhã dessa terça-feira, em Maceió (AL), o 31º indiciado na ‘Operação Onça Pintada’, deflagrada em 7 de novembro de 2016 para combater uma quadrilha de traficantes baseada na Invasão do pantanal, bairro Inácio Barbosa (zona sul de Aracaju). Geilson da Silva Santos, o ‘Nego Jha’, 31 anos, foi encontrado em um condomínio do bairro Santa Amélia, área nobre da capital alagoana. As buscas foram realizadas por agentes da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico da Capital (DRN) e do Tático Integrado de Grupamento de Resgates Especiais (Tigre), ambas da Polícia Civil alagoana.

Segundo os agentes que participaram da ação, Geilson foi autuado em flagrante por uso de documento falso, pois foi encontrada no carro dele uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que estava com a foto do acusado e o nome de outra pessoa. Ao ser questionado, ‘Jha’ disse ter comprado essa carteira na chamada ‘Feira do Rato’, um local de comércio informal de Maceió. Os policiais constataram inda o alto padrão de vida que o investigado levava, morando em uma grande casa, com carro de luxo e jet ski.

Desde novembro do ano passado, o Departamento de Narcóticos (Denarc) da polícia sergipana tem mantido contato com a DRN de Alagoas, trocando informações com o objetivo de dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva da ‘Onça Pintada’, expedido pela 4ª Vara Criminal de Aracaju. Além do processo da operação, Geilson responde a processos por porte ilegal de arma de fogo, homicídio e tráfico de drogas em Sergipe. De acordo com a SSP sergipana, trata-se de um dos indivíduos mais perigosos dentre os 32 indiciados na operação.

As investigações apontam que Geilson era um dos fornecedores de grandes quantidades de drogas para a associação criminosa que comandava o tráfico no Pantanal, que recebia maconha e cocaína principalmente de Alagoas e São Paulo. Outras 26 pessoas foram presas na ‘Onça Pintada’, de um total de 32 prisões preventivas decretadas. No entanto, o homem apontado como chefe da quadrilha, Ronaldo dos Santos, o ‘Zé do Pantanal’, conseguiu fugir do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria, meses depois de ser preso.