Ulices diz que acusações de improbidade são “insólitas”

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Publicada em 04/03/2017 às 00:47:00

Gabriel Damásio

 

Em uma nota oficial divulgada ontem por sua assessoria de imprensa, o conselheiro Ulices Andrade, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), rebateu fortemente as denúncias presentes na ação civil pública movida pela promotora de justiça Rosane Gonçalves dos Santos, da Comarca de Gararu (Médio Sertão). Conforme noticiado na edição de ontem do JORNAL DO DIA, Ulices e a esposa, Hérica Andrade Silva, foram processados por ato de improbidade administrativa, relacionado ao uso de uma caminhonete da Secretaria Estadual de Educação (Seed) para transportar pedras de mármore usadas na reforma de uma casa de sua propriedade, em Nossa Senhora de Lourdes.

O episódio foi flagrado em fevereiro do ano passado e pode resultar no afastamento de Ulices do TCE, caso o pedido de condenação à perda do cargo público seja aceito pela Justiça. Na nota, o conselheiro negou ter cometido qualquer ato ilegal e considerou as acusações como ‘insólitas’ e ‘pseudo-improbidades’. E negou ainda ter sido citado ou notificado oficialmente para dar depoimento ao Ministério Público sobre as denúncias.

“O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, Ulices Andrade, por meio de sua assessoria, e em razão das notícias veiculadas na imprensa sergipana no dia de ontem (2), rebate com veemência as acusações insólitas que embasam a Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra si interposta. O Conselheiro informa que, mesmo transcorrendo meses dos fatos que fundamentaram as pseudo-improbidades, jamais fora notificado para apresentar suas explicações o que, se tivesse ocorrido, teria afastado irrefutavelmente qualquer dúvida. De forma bastante tranqüila, o Conselheiro aguardará, com serenidade, a notificação da Justiça e apresentará suas explicações, sempre confiando na retidão e seriedade dos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público do nosso Estado”, diz a íntegra da nota

 

Seed – A Secretaria Estadual de Educação também reagiu à notícia da ação de improbidade, que tem também como denunciado o professor Élio Silva de Castro, ex-diretor regional de Educação da 7ª Região (DRE-7), sediada em Gararu. Élio foi apontado como o que dirigia a caminhonete da Seed e, segundo a promotora, caiu em contradição e apresentou duas versões para justificar o episódio, sendo uma delas em ofício encaminhado ao MP. Ontem, foi divulgada uma segunda denúncia impetrada contra o ex-diretor, na mesma Comarca, acusando-o por crime de falsidade ideológica.

Na nota, a Seed “informa que o diretor Élio Silva de Castro não responde mais pela referida Regional, e que atualmente a DRE 7 é dirigida pela pedagoga Gilzete Dioniza de Matos”. O órgão ressalta ainda que “não compactua com a utilização do bem público para quaisquer que seja o fim particular e se coloca à disposição para elucidar qualquer tipo de arbitrariedade, se por ventura aconteceu”.