Combate ao Aedes aegypiti é intensificado em várias cidades

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Publicada em 05/03/2017 às 00:27:00

Agentes de combate a endemias, das secretarias municipais e estadual de saúde, estão intensificando os trabalhos de combate ao mosquitoAedes Aegypiti, responsável por transmissão da Dengue, Febre Chikungunya, Zika Vírus e Febre Amarela. A ação coordenada pelo Governo do Estado está sendo realizada em 11 municípios, os quais apresentaram índice elevado de riscos à saúde dos sergipanos conforme esclarece o último balanço apresentado pelo Levantamento de Índice Rápido para o Aedes Aegypti (LIRAa). Para se ter ideia da preocupação governamental, dentre os municípios pertencentes à Grande Aracaju, apenas a cidade de Nossa Senhora do Socorro, com 0,3%, está mais distante dos riscos de surtos.

Além da capital e do município de São Cristóvão, até o final deste mês as cidades de Japaratuba, São Domingos, Simão Dias, Aquidabã, Lagarto, Monte Alegre, Carira, Cumbe, Salgado, Capela e Macambira devem receber atenção redobrada por parte dos brigadistas. A Fundação Estadual de Saúde (Funesa), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e homens do Exército seguem contribuindo com a operação de combate ao mosquito responsável direto pela morte de aproximadamente 800 pessoas somente no ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. De acordo com a SES, paralelo às atividades relacionadas ao combate direto do mosquito, os agentes também levam informações e orientações à população.

Para o servidor Alberto Dias, é necessário que todos os brasileiros tenham convicção da necessidade em se unir aos trabalhos organizados pelos órgãos de saúde, e busquem colaborar diariamente com o sucesso da ação. Assim como costuma enaltecer os diretores e demais gestores públicos, Dias também entende que, apenas unindo as forças será possível combater a periculosidade já demonstrada há décadas pelo Aedes Aegypti. “Não adianta a gente seguir de casa em casa, gastar nossa saliva para conversar com as pessoas se elas mesmas não buscam se proteger. É preciso se unir à essa batalha e ser um agente fiscalizador dentro de casa, na vizinhança e nos locais de trabalho ou estudo. Somente assim conseguiremos acabar com esse mosquito que gera preocupação”, disse.

Ainda segundo a Secretaria de Estado da Saúde, no ano passado, em parceria com Secretaria de Estado da Educação, foram quase 18 mil ações educacionais realizadas nas unidades escolares da rede pública de Sergipe. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2017 foram vistoriados 34,83% dos imóveis do Estado. “A principal arma de combate é a limpeza aliada à prevenção. Se cada pessoa se tornar um vigilante da casa e da comunidade, será mais fácil vencer essa batalha. 82% das larvas estão em reservatórios de água residenciais. Todo cuidado é pouco. Reforçamos para que cada munícipe receba o agente em casa e contribua com os trabalhos”, destaca a gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde, Sidney Sá.

Pesquisa - Além de Nossa Senhora do Socorro, os municípios com baixo risco são: Areia Branca (0,4%), Pirambu (0,4%), Carmópolis (0,4%), Cristinápolis (0,4%), Cedro de São João (0,5%),Ilha das Flores (0,5%), Umbaúba (0,5%), Santana do São Francisco (0,6%), Malhador (0,7%), Neópolis (0,7%),  Poço Redondo (0,7%), Ribeirópolis (0,8%) e Canindé do São Francisco (0,9%); destaque especial para a cidade de Japoatã, a qual apresentou 0% de periculosidade, conforme o LIRAa. Em outubro do ano passado, quando foi apresentado o último levantamento de 2016, apenas as cidades de Itabaiana, Simão Dias e Carira, apresentavam alto risco de epidemia. Um novo balanço deve ser apresentado entre os próximos meses de abril e maio.