O bom senso tem de prevalecer

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Publicada em 07/03/2017 às 00:16:00

Rita Oliveira

 

O bom senso tem de prevalecer

 

Deputados federais e senadores da oposição e situação não perdem a oportunidade de falarem sobre a necessidade de união da bancada federal pelo bem de Sergipe. Estão sempre colocando que a desunião só prejudica o estado, principalmente, o povo pobre.

Mas, na prática, agem diferente. Isso ficou bem claro no episódio da vinda a Sergipe do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, para anunciar medidas de combate à seca. Os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSDB) queriam que a solenidade fosse na Codevasf e o governador Jackson Barreto (PMDB) no Palácio de Despachos.

Com o impasse, o ministro decidiu fazer a solenidade em Brasília com a presença do governador, da bancada e dos prefeitos que seriam contemplados com recursos para o enfrentamento da seca. O resultado foi que apenas R$ 7 milhões foram liberados para atender os 28 municípios em estado de emergência. Valor insignificante para a gravidade do problema provocado na região do sertão pela longa estiagem.

Mesmo conscientes que a desunião da bancada federal só prejudica o Estado, o desentendimento da oposição e situação se acirrou por conta de um simples posto de coordenador de bancada. O senador Valadares, reeleito no ano passado coordenador, não aceita passar a função para o deputado federal Laércio Oliveira (SD), eleito no mês passado pela maioria da bancada de Sergipe.

Valadares vê a sua destituição da coordenação da bancada, a partir do momento que o governador Jackson Barreto conseguiu a maioria, como “humilhação”, “desmoralização”. Tem reafirmado que permanece coordenador e que não deixará a função, mediante critério da proporcionalidade, ou seja, da necessidade de voto de dois senadores, quando Laércio só teve o voto da senadora Maria do Carmo Alves (DEM) e de cinco dos oito deputados federais: Laércio Oliveira (SD), Fábio Reis (PMDB), Fábio Mitidieri (SD), Jony Marcos (PRB) e João Daniel (PT).

Ontem, no programa de Gilmar Carvalho, o senador Valadares reafirmou essa pretensão e ainda teve um embate com o deputado Jony Marcos, que foi o parlamentar que sugeriu a bancada aliada a mudança do coordenador. Valadares continua atribuindo a JB a decisão da bancada de destituí-lo do posto, após ter conseguido trazer para sua bancada Laércio Oliveira e contar com o apoio de Maria do Carmo.

Chegou a dizer: “Da forma que agiu o governador Jackson Barreto, seria uma covardia muito grande da minha parte renunciar a coordenação para atender aos seus caprichos políticos. Neste momento em que Sergipe sofre tanto com a crise, as secas assolando o sertão, seria o momento do governador reunir a bancada para ajudar o estado. Não sou homem de fomentar desunião, mas também não sou de ser humilhado e baixar a cabeça”.

Declarou ainda o senador por conta da desunião da bancada: “O que está acontecendo é por conta de um governador que quer impor a sua vontade. Ao senador Valadares ele não impõe nada”, registrou, lamentando que o governo insista na renúncia dele à coordenação da bancada no Congresso Nacional.

Valadares não deveria ver como humilhação e desmoralização o fato da bancada federal ter se reunido e decidido, por maioria, o substituir da coordenação. Até porque a decisão foi da maioria e, em uma democracia, a vontade da maioria deve prevalecer sempre. É assim em um processo eleitoral: ganha quem tem mais voto.

Isso é muito pequeno para acirrar ainda mais os ânimos da situação e oposição. O povo sergipano não quer mais saber de discussão de quem é o coordenador da bancada, se Valadares ou Laércio Oliveira, por não levar a nada. Mas sim de como a bancada federal, por exemplo, vai fazer para conseguir amenizar o grave problema da seca que vem matando de fome e sede o gado, afetando a produção leiteira e prejudicando o pequeno produtor.

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A novela continua 1

Do senador Valadares (PSB) sobre a novela coordenação da bancada: "Para mim, este assunto já se encerrou desde o momento em que o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado federal Artur Lyra, não acatou e mandou para mim uma correspondência informando que não aceitou a ata que lhe foi enviada pelo deputado federal Laércio Oliveira. Ele queria que a CMO o considerasse como coordenador da bancada de Sergipe, o que não aconteceu. Se você consultar o site do Congresso Nacional - Câmara dos Deputados e Senado - vai verificar entre os coordenadores de bancadas federais o nome Antonio Carlos Valadares como coordenador da bancada. Significa dizer que a reunião que aconteceu não obedeceu às normas e critérios até então estabelecidos pela comissão para aceitar o nome de um coordenador”.

 

A novela continua 2

O deputado federal Jony Marcos (PRB) disse que até a próxima semana a bancada federal - que assinou a ata destituindo Valadares da coordenação e colocando no lugar Laércio Oliveira - vai até a Casa Civil levar a ata e pedir a mudança do coordenador.  Ele reafirma que Laércio é o coordenador por decisão da maioria e que vários estados mudaram recentemente os coordenadores, a exemplo do Maranhão, Piauí e Alagoas.

 

União por Sergipe 1

Com a indicação do deputado federal André Moura para a liderança do governo Temer no Congresso Nacional, o governador Jackson Barreto (PMDB) disse ontem que na próxima semana vai procurá-lo em Brasília para uma conversa. Disse que o objetivo é unir forças para conquistar benefícios para Sergipe junto com toda a bancada federal.

 

União por Sergipe 2

Citou como exemplo o Canal de Xingó, que não saiu do lugar em Sergipe, quando em Alagoas já tem obra de 100 km e na Bahia está bem avançada. “É preciso deixar as questões partidárias de lado. O momento é de trabalhar por Sergipe”, frisou.

 

Comoção geral

O falecimento do prefeito de Canindé do São Francisco, Orlando Andrade (PSD), vítima de uma pneumonia, comoveu o estado. Orlandinho, como era chamado, que completaria 58 anos nesta terça-feira e lutava contra um câncer na garganta, estava exercendo o terceiro mandato de prefeito.

 

Não foi o único

Orlandinho é o segundo prefeito de Sergipe a falecer nos primeiros meses de mandato. O primeiro foi padre Gerard Olivier (PT), 76 anos, de Japaratuba, que faleceu em 03 de junho de 2013 também vítima de um câncer no pulmão. Assumiu o comando do município o vice-prefeito Hélio Sobral (PMDB).

 

Posse

A posse do vice de Orlandinho Andrade como prefeito, o Ednaldo Vieira Barros (PP), conhecido como Ednaldo da Farmácia, será nessa quinta-feira, às 19h, na Câmara Municipal de Canindé do São Francisco.

 

Já disputou a prefeitura

Em 2012, Ednaldo da Farmácia disputou a Prefeitura de Canindé, tendo como vice Marcondes Marinho. Perderam para o ex-deputado federal Heleno Silva (PRB), que em 2016 não disputou a reeleição. A disputa foi apertada, pois ele teve 48,01% dos votos válidos.

 

Curiosidade

O vice de Ednaldo em 2012, o Marcondes Marinho, foi seu opositor nas eleições de 2016. Marinho disputou o mandato de prefeito contra a chapa Orlandinho/Ednaldo, obtendo apenas 28,71% dos votos válidos. Orlandinho foi eleito prefeito de Canindé com 71,29% dos votos.

 

Na oposição

Com a morte do prefeito Orlandinho, o governador Jackson Barreto (PMDB) perde um importante aliado. O futuro prefeito, que era do PSC e se filiou ao PP, é vinculado politicamente ao senador Eduardo Amorim (PSDB) e ao deputado federal André Moura (PSC).

 

Deu o que falar 1

Surpreendeu o discurso de Ednaldo da Farmácia no velório do prefeito de Canindé. Disse o vice que agora ele era o prefeito e que não foi surpresa a morte de Orlandinho pelo seu problema de saúde, mas que não esperava que fosse tão rápido e que assumisse logo o comando do município.

 

Deu o que falar 2

O futuro prefeito de Canindé declarou ainda que tinha compromisso com o povo do seu município e que ia honrar a memória de Orlandinho. Mas não fez referência se a sua família iria continuar no grupo político.

 

Expectativa

Ao ser empossado prefeito de Canindé, Orlandinho Andrade nomeou os irmãos Kaká Andrade como secretário de Turismo, Esporte e Cultura, e Murilo Andrade como secretário da Saúde. O futuro prefeito não fez referência se os dois vão permanecer no cargo. É provável que nesses primeiros meses eles sejam mantidos nos cargos.

 

Reconhecimento público

Durante solenidade ontem na Assembleia Legislativa em comemoração aos 182 anos da Polícia Militar de Sergipe, o governador Jackson Barreto foi homenageado pelo deputado estadual Capitão Samuel (PSL) e o comandante da PM, coronel Marcony Cabral. Os dois lembraram da atuação de JB em 2009, junto ao governador Marcelo Déda, de sensibilizá-lo para negociar com a categoria, culminando com grandes conquistas, e hoje, como governador, concedeu conquistas como pagamento de subsídios, progressão por tempo de serviço e fixação da carga horária.

 

É fato

A oposição em Sergipe se resume hoje aos dois senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Antônio Carlos Valadares (PSB), aos deputados federais Valadares Filho (PSB) e André Moura (PSC), e aos deputados estaduais Georgeo Passos (PTC), Maria Mendonça (PR), Luciano Pimentel (PSB) e Antônio dos Santos (PSC). Ontem esses parlamentares, a exceção de André, protocolaram junto ao Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) pedido de investigação na Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e análise de empréstimos realizados pelo Governo do Estado que tinham como objetivo investimentos na área. 

 

 

Veja essa...

 

O deputado estadual recém empossado Daniel Fortes (PEN) estava discursando no plenário da Assembleia quando chegou na Casa a informação da decisão da juíza Patrícia de Almeida Menezes determinando a suspensão da sua posse, em atendimento a um recurso apresentado por Adelson Barreto Filho (PR), o Tijoi, o titular da vaga na condição de primeiro suplente. O ex-vereador Tijoi, por decisão da Justiça, está impedido de assumir função pública pela acusação de envolvimento na Operação Indenizar-se, que investiga uso indevido de verbas indenizatórias da Câmara Municipal na legislação passada. Vai aguardar o desfecho. A Alese não tinha sido notificada ainda da decisão judicial. 

 

 

 

CURTAS

 

Várias lideranças políticas compareceram ao velório e sepultamento do prefeito Orlandinho Andrade, ontem, em Canindé do São Francisco. Entre os presentes o governador Jackson Barreto e vários prefeitos.

 

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, que já retornou da viagem ao exterior, foi ao sepultamento de Orlandinho. Causou frison por ter sido bem comunicativo com todos.

 

Por conta do falecimento do prefeito Orlando Andrade foi decretado luto oficial de três dias no município de Canindé a partir dessa segunda-feira, com todas as repartições só retornando às atividades na quinta-feira, com ressalva dos órgãos de serviços considerados essenciais.

 

Também ontem foi decretado feriado municipal em Canindé do São Francisco, o que levou a população a lotar o Ginásio de Esportes para o velório do prefeito, que por ter manifestado em vida sua vontade, acabou sendo enterrado no município, e não em Sítios Novos, Canhoba, onde nasceu.  

 

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Edvaldo reassume

 

O prefeito Edvaldo Nogueira reassumiu, nesta segunda-feira, 6, o comando da administração de Aracaju. Em rápida cerimônia, prestigiada pelos secretários municipais, ele retornou ao exercício do cargo e agradeceu à vice-prefeita Eliane Aquino por sua atuação à frente da gestão nos últimos dez dias. Edvaldo ainda fez um balanço da viagem de trabalho, que realizou na semana passada, quando conheceu experiências bem sucedidas de mobilidade urbana, e discutiu temas relativos à Prefeitura.