Mulheres fazem mobilizações contra reforma da previdência

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 09/03/2017 às 00:09:00

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, um grupo de trabalhadoras se uniu no Bairro Industrial, em Aracaju, a fim de protestar contra a reforma da previdência anunciada pelo Governo Federal. O ato foi iniciado na manhã de ontem por volta das 8h30, nas proximidades da empresa de telemarketing AlmavivA, onde cerca de 80% da mão-de-obra é formada por mulheres. Com o apoio de centrais sindicais, movimentos sociais, grêmios estudantis e grupos feministas, o ato público serviu também para combater a cultura do estupro, a carga horária de sete horas a mais se comparado aos homens, bem como a diferença de 40% para menos em relação aos salários destinados à classe masculina.

Finalizada a mobilização, as manifestantes seguiram em marcha com destino à sede do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), centro da capital, com a proposta de enaltecer a necessidade de união entre as mulheres. De acordo com as organizadoras, paralelo ao desejo de promover eventos e debates sobre a data comemorativa, a caminhada serviu ainda para enaltecer a necessidade de somar forças em defesa integral dos interesses das mulheres. O grupo pediu maior atuação por parte dos políticos e gestores públicos – em especial os administradores da Secretaria de Estado da Segurança Pública -, para que possam desenvolver novas operações de combate à violência física e psicológica sofrida a cada minuto pelas mulheres.

De acordo com Simone Gama, diretora de políticas sociais, gêneros e assuntos éticos raciais do Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado de Sergipe (Sintese), as sergipanas residentes na Grande Aracaju e demais regiões do estado seguem pressionando os parlamentares federais para que votem contra as mudanças na previdência. "Hoje é um dia importante assim como os demais e por isso que estamos reforçando a necessidade de permanecermos fortalecendo a nossa corrente. As mulheres serão as primeiras prejudicadas caso este pacote de maldades do Governo Temer seja aprovado, e, por isso, estamos exigindo que os deputados e senadores sergipanos votem de acordo com os interesses do povo: o veto desse projeto lamentável", declarou.

Durante todo o percurso a marcha foi acompanhada por agentes da Polícia Militar, Guarda Municipal de Aracaju e da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Apesar dos congestionamentos causados, os órgãos de segurança pública não registraram nenhum outro tipo de desordem pública, ou depredação do património público.

 

UGT - A Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (FECOMSE) e a União Geral dos Trabalhadores em Sergipe (UGT/SE) realizaram na manhã desta quarta-feira, 8,  manifestações pelo Dia Internacional da Mulher. As trabalhadoras e os trabalhadores fizeram atos, panfletagem e caminhada pelas ruas centrais de Aracaju, denunciando o momento atual da tentativa de retirar direitos históricos da classe trabalhadora e reivindicando igualdade de oportunidades e fim da violência contra as mulheres. Houve, ainda, distribuição de flores para simbolizar a força feminina nas lutas históricas.

Para Solange Rodrigues, dirigente do Sindicato dos Comerciários de Sergipe e da Secretaria da UGT/Mulher em Aracaju, a data representa mais um dia de protesto e reivindicações contra a discriminação e pela igualdade de direitos. “O 8 de Março é mais do que comemoração, é um momento para reviver a lutas históricas das mulheres que trouxeram conquistas importantes. Mas ainda há muito que avançar. Para se ter uma ideia,  cinco mulheres morrem por dia no Brasil. Em Sergipe, até agora, foram 2.400 casos de violência contra a mulher registrados na delegacia especializada”, denuncia.

 

Bancários - Mais de 400 mulheres e homens do campo e da cidade se uniram ontem em Aracaju, para comemorar o Dia Internacional da Mulher, dizer não ao fim da aposentadoria e exigir a saída de Michel Temer da presidência. Eles participaram de uma aula pública, no auditório do Sindicato dos Bancários e, em seguida, saíram em caminhada pelas principais ruas do Centro comercial da capital sergipana em direção à Praça General Valadão, onde um ato público e uma grande roda de ciranda encerraram a manifestação organizada pela União Brasileira de Mulheres (UBM), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-SE), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetase) e União da Juventude Socialista (UJS).