Justiça condena envolvidos no desvio de verba de subvenção em Lagarto

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 10/03/2017 às 00:56:00

A juíza da 1ª Vara Cível da Comarca de Lagarto/SE condenou a ex-presidente de entidade comunitária, Maria Valdelice Monteiro, bem como o empresário JosedsonDorea de Carvalho e a empresa Show Biss Eventos e Produções Ltda por prática de Improbidade Administrativa cometida por desvio de recursos de subvenção social remetidas para a Associação Comunitáriae Produtivade São José no ano de 2012. A ação havia sido movida pelo Ministério Público em Lagarto após uma investigação que mostrou que a então presidente havia sacado cerca de R$ 135.800,00 da verba recebida pela Associação naquele ano, sem que o gasto dessa verba tenha sido de comprovada utilidade pública.

A investigação mostrou que o total de R$ 50.000,00 desse dinheiro havia sido repassado para a empresa Show Biss, de propriedade do empresário JosedsonDorea, quando tal empresa era meramente de fachada, sendo que o gasto de tanto dinheiro público com uma suposta empresa organizadora de shows nunca foi explicado. Além disso, quebras de sigilo bancário também mostraram que a ex-presidente efetuava saques de valores em dinheiro em seu próprio nome, também, sem justificativa de gastos. No mesmo ano de 2012, a então presidente da Associação já havia sido detida pela polícia quando, pouco antes da eleição para prefeito, tentava realizar outro saque de alto valor em dinheiro da conta bancária da associação, sendo que a mesma era irmã de um dos então candidatos ao cargo de prefeito do município.

Todos foram condenados ao ressarcimento do dinheiro desviado devidamente corrigido, além de ter que pagar multa civil no valor de três vezes o valor do débito corrigido, suspensão de direitos políticos por oito anos, proibição de contratar com o poder público por igual período.

Os envolvidos ainda respondem a uma ação criminal em Lagarto pela prática de crime de peculato, sendo que a Associação Comunitária e Produtiva de São José já foi dissolvida por determinação judicial com decisão já confirmada pelo Tribunal de Justiça de Sergipe, dado o envolvimento da mesma em desvios de verba de subvenção social remetidas pela Assembleia Legislativa.