Almeida Lima diz que Estado reassumirá gestão da saúde pública

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 10/03/2017 às 00:00:00

O secretário de Estado da Saúde, José Almeida Lima, e o procurador do Ministério Público Federal, Ramiro Rockenbach, participaram ontem, 9, de uma Sessão Especial, indicada pelo deputado Samuel Barreto (PSL) no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe, para apresentar um contrato firmado em dezembro de 2015 entre a Secretaria de Saúde e o MPF/SE, o ex-gestor e dois procuradores do Estado, sobre mudanças na Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). Ele garantiu que o acordo firmado será cumprido, ou seja: “O Estado reassumirá o que era dele antes, a gestão de todos os contratos”, adianta.

Na oportunidade, Almeida Lima anunciou para a surpresa dos deputados estaduais e de todos que estavam acompanhando a explanação, que ao chegar na Secretaria de Saúde, encontrou 582 cargos em Comissão na Fundação Hospitalar de Saúde. “E chegamos à conclusão de que a Fundação pode muito bem ser administrada com 267 cargos em Comissão. O Conselho Curador da secretaria aprovou uma nova estrutura, eliminando, extinguindo o restante, algo superior a 300 Cargos em Comissão. Ontem exoneramos 100, hoje estamos exonerando mais 120 e ao final teremos uma economia mensal em torno de 1 milhão e 500 mil reais”, anuncia destacando ter encontrado ainda um número excessivo de horas extras.

O secretário informou ainda que será feita uma auditoria na folha de pessoal da FHS. “Já despachamos ofícios para todos os órgãos estaduais e municipais, para trazer de volta 765 servidores, e o município que solicitar servidores deve assumir o ônus. Estamos cumprindo a lei. Não falei em canto nenhum em extinção de Fundação. Como titular da SES estou sendo obrigado a cumprir o acordo, até porque se o Estado não quisesse cumprir o acordo judicial, nem o secretário e nem dois procuradores teriam assinado”, diz.

Almeida Lima acrescentou que o Estado reassumirá o que era dele antes, a gestão de todos os contratos, durante um ano, paulatinamente. “O pessoal continuará sendo gerido de acordo com o que foi acordado, até o final de um ano, de dezembro de 2015 a dezembro de 2016, enquanto são realizadas as medidas, ou seja, todos passam a ser geridos, transferindo a titularidade para a secretaria e os recursos humanos não, permanecem durante um ano para que sejam tomadas as providências, a exemplo da formação de uma Comissão. Implementadas as medidas necessárias diuturnamente já que o próprio acordo estabelece prazos para serem cumpridos”, afirma, destacando que haverá a implantação de tecnologia e informática para que haja uma modernização visando tornar a gestão mais eficiente.