Superlotação do Huse é causada por crise na saúde municipal

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Publicada em 15/03/2017 às 00:18:00

Diante da crise administrativa vivenciada pela Prefeitura de Aracaju junto aos serviços e funcionários da saúde, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) estão migrando para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e contribuindo para a superlotação da maior unidade pública do estado. Segundo dados apresentados pela direção hospitalar, 80% dos registros superiores à capacidade funcional estão ligados exclusivamente com os casos considerados de baixa complexidade, ou seja, aqueles que deveriam ser acompanhados pela estrutura municipal por meio dos postos e demais departamentos coordenados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Ainda de acordo com os números, dos 80% de registro na superlotação, pouco mais de 70% são oriundos de aracajuanos que buscaram o Huse diante da falta de atendimento nos postos administrados pela PMA. Enquanto o impasse entre a classe médica e o prefeito Edvaldo Nogueira segue sem ser resolvido, os pacientes continuam obrigados a aguardar mais de seis horas por atendimento especializado. Com a greve dos médicos, cerca de quatro mil aracajuanos deixam de ser atendidos na rede municipal.

A superlotação do Huse pode permanecer pelo menos até amanhã quando o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed) promoverá nova assembleia a fim de debater o movimento grevista.