Doenças causadas pelo Aedes aegypti possuem diferenças específicas

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Agente de endemias vistoria casa em Aracaju. Foto: Divulgação
Agente de endemias vistoria casa em Aracaju. Foto: Divulgação

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 21/03/2017 às 00:49:00

As doenças virais causadas pelo Aedes aegypti têm diminuído de forma significativa em Aracaju. Ainda assim, a Prefeitura de Aracaju busca manter a população informada para tomar providências efetivas. Elas têm sinais e sintomas similares inicialmente, mas saber diferenciá-las é fundamental para o correto tratamento.

Ao longo do tempo as características específicas vão desencadeando e facilitando o diagnóstico, embora seja importante a realização dos exames laboratoriais para a confirmação. A doença mais comum transmitida pelo Aedes aegypti é a dengue, que foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1986. Ela pode ser assintomática, leve ou extremamente forte, levando à morte.

Entre os sintomas apresentados está a febre alta, que dura de dois a sete dias; fraqueza; dor no corpo e atrás dos olhos; erupção e coceira na pele. A dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramento de mucosas são os diferenciais da doença quando atinge a sua forma mais grave.

Em 2014, foi identificado no Brasil o vírus da chikungunya. Em Aracaju, foi somente em junho de 2015 que houve a primeira confirmação de caso. Apesar de também apresentar febre alta e repentina, dor de cabeça e mancha vermelha na pele como características, a principal especificidade da doença está nas dores intensas nas articulações, que podem acometer o paciente por dois anos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% dos casos de chikungunya não apresentam sintomas. Além disso, as pessoas infectadas pelo vírus ficam imunes pelo resto da vida.

A zika é a doença transmitida pelo Aedes aegypti que mais assusta a população devido às consequências que pode causar. Porém, os seus sintomas são considerados mais simples, na grande maioria dos casos, eles desaparecem espontaneamente de três a sete dias. O fator agravante da zika consiste quando o vetor infecta gestantes. Em abril de 2016 foi confirmada a relação do vírus em mulheres grávidas e problemas de má-formação congênita em bebês, como a microcefalia.

A boa notícia é que, com a diminuição dos casos de doenças causadas pelo mosquito, os casos de microcefalia também diminuíram. Desde setembro de 2016 não foi registrado nenhum caso de microcefalia na capital sergipana.

Tratamento - Para as três arboviroses, termo dado às doenças transmitidas por insetos, a principal recomendação de tratamento é a ingestão de líquido em abundância, repouso e não tomar medicamentos por conta própria.

O médico infectologista da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Aracaju, Dr. Thiago Mendes, aconselha que a população busque orientação médica logo nas primeiras suspeitas. “Diante das semelhanças entre as doenças, que geram um quadro de mal estar geral, o atendimento médico é fundamental para que os pacientes não cheguem a um quadro difícil de resolver. Mas, até mesmo os quadros mais leves precisam de orientação sobreo tratamento e os cuidados específicos”, alerta.

No caso específico da chikungunya, grande parte dos pacientes fica com dores articulares fortes e passam por um tratamento posterior específico e padronizado. “Caso o tratamento das unidades básicas de saúde não seja o suficiente, encaminhamos para um reumatologista fazer o tratamento adequado dessas dores crônicas”, explica a diretora de Vigilância em Saúde e coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Taíse Cavalcante.

Apesar disso, a melhor atitude a ser tomada pela população é a prevenção. Manter os domicílios sempre limpos, eliminando os possíveis criadouros, assim como utilizar repelentes, inseticidas e mosquiteiros, pode proporcionar proteção principalmente durante períodos de surtos.