Jony se posiciona contra a Reforma da Previdência

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Publicada em 22/03/2017 às 00:11:00

O deputado federal Jony Marcos (PRB) se pronunciou contra a proposta do Governo Federal de reforma da Previdência considerando que a medida apresenta inúmeros abusos contra os direitos sociais, principalmente, para o povo sertanejo. O parlamentar vem participando ativamente das discussões sobre a reforma e acompanhando, diariamente, sobre as decisões e posicionamentos dos demais parlamentares no Congresso.

Jony criticou em especial o aumento da idade mínima exigida para recebimento do Benefício Assistencial de Prestação Continuada (BPC), que o governo pretende passar de 65 para 70 anos. “Se nos condicionarmos a uma aposentadoria muito avançada talvez quem mora no sul, sudeste consiga chegar ao ponto de se aposentar e poder viver alguns anos da sua vida com tranquilidade e descanso. Mas, as pessoas do Nordeste terão dificuldades para alcançar a idade exigida”, considerou o deputado, completando: “discordo da forma como a reforma se apresenta porque só vem prejudicar o trabalhador”.

O deputado, entretanto, destacou a necessidade de serem implantadas melhorias para o trabalhador. “Queremos é que haja soluções para se injetar recursos na Previdência ao invés de tirar o direito das pessoas que trabalharam a vida toda”, defendeu Jony. 

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Deputados são contrários à lista fechada na reforma política

 

O deputado Gustinho Ribeiro afirmou ontem na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese)que defende uma reforma e um aprimoramento do sistema político brasileiro, mas se coloca contra o voto em lista fechada, que tem sido pauta de discussão em Brasília.

“Nada mais é que o cidadão ir para as urnas sem saber em quem está votando. Votar numa sigla sem conhecer quem está ali, para ser os seus representantes. A gente precisa aprimorar a democracia, não deteriorar o nosso sistema democrático”, avaliou o deputado do PRP.

O parlamentar justificou sua posição. “Sou totalmente contrário à lista fechada porque é uma afronta à democracia, inibe o surgimento de lideranças políticas e faz com que os caciques, donos de partidos, coloquem quem eles queiram como primeiro, como segundo ou como terceiro na lista. Isso é retrocesso”, ponderou.

“A verdadeira democracia é quando o cidadão que quer ser candidato mostra a sua cara, com sua identidade, com seu número, que vai para as ruas pedir voto. ‘Sou fulano de tal. Quero ser candidato a isso, quero ser candidato àquilo’”, exemplificou Gustinho.

No modelo de lista fechada, os eleitores votam no partido em vez de escolherem candidatos avulsos, e os votos são depois distribuídos de acordo com uma ordem de candidatos previamente definida pela legenda.

Para opositores da ideia, no entanto, a proposta tem como objetivo facilitar a reeleição dos parlamentares, muitos desgastados pelas denúncias da Lava Jato, evitando assim a perda da prerrogativa de foro. Essa percepção foi reforçada pelo fato de alguns congressistas terem defendido que políticos que já tenham mandato sejam os primeiros nas listas dos partidos.

 

Georgeo - O deputado estadual Georgeo Passos (PTC) se mostrou preocupado com essa mudança. Para ele, caso a reforma seja aprovada pelo Congresso da forma que se apresenta, a mudança será lesiva para o processo eleitoral, favorecendo alguns candidatos. “Na lista fechada, o eleitor votará no partido, que definirá a ordem dos candidatos da lista previamente. Isso vai beneficiar os grandes caciques e donos de partidos”, previu.

“Além disso, a lista fechada dificulta o surgimento de novas lideranças, uma vez que ficará muito difícil ser eleito. Quem virá a participar de eleições com esses moldes?”, completou.

O parlamentar lembrou que o modelo eleitoral da votação em partidos é comum em vários outros Países, mas é algo que não é habitual ao povo brasileiro. “Votamos em pessoas. Precisamos dialogar mais sobre este tema. Os partidos precisam ser fortalecidos, mas devemos estudar de qual forma. Em verdade, um dos nossos maiores problemas, é a questão do financiamento das campanhas, que é a origem dos casos de corrupção atualmente”, comentou.

Por isso, ele solicitou que todos os colegas do Legislativo acompanhem de perto a questão. “Essa mudança pode ser votada a qualquer hora e deve ser colocada em prática já na próxima eleição. Fica aqui a nossa preocupação e o pedido aos demais parlamentares que fiquemos atentos”, finalizou Georgeo.