Sergipe adere a programa social que beneficia quase 8 mil crianças

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Publicada em 22/03/2017 às 00:25:00

O governo do Estado lançou ontem o programa Criança Feliz, que visa à ampliação da assistência às famílias sergipanas com relação à promoção do desenvolvimento saudável às crianças. Recebido pelo governador Jackson Barreto, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, participou da solenidade, que formaliza, inicialmente, o apoio a 62 municípios e 7.500 crianças. A iniciativa do Governo Federal objetiva incentivar as famílias a cuidar melhor das suas crianças, por meio de visitas promovidas por assistentes sociais, orientado as famílias a respeito de questões como promover proteção, estímulo e garantia da saúde.

O objetivo principal do Criança Feliz é promover o desenvolvimento humano a partir do apoio e acompanhamento do desenvolvimento infantil integral na primeira infância. Isso se realiza com visitas periódicas dos profissionais de saúde e da vara da infância na casa da população mais carente. Os assistentes sociais também promovem o acompanhamento das vacinas das crianças, assim, caso a família não esteja acompanhando o ciclo básico do Sistema Único de Saúde (SUS), os orientadores dão dicas e falam da importância de manter essas proteções em dia. Por fim, o programa serve como amparo para as próprias famílias, que não sabem o que fazer para garantir educação melhor para os seus filhos e um desenvolvimento adequado.

A ideia é que cada visitador do programa, segundo o ministro do Desenvolvimento Social, atenda a um grupo de 30 crianças. O salário desse profissional será em torno de R$ 1.900 e o do supervisor é de cerca de R$ 3.000. “É um programa prioritário do Governo Federal que vai ser executado até o fim, ou seja, terá continuidade. O Criança Feliz vai fortalecer e estimular o vínculo afetivo. As visitas domiciliares serão realizadas semanalmente. As crianças com Microcefalia receberão acompanhamento até os seis anos. Os visitadores têm que ser profissionais capacitados e com atuação intersetorial e devem ter ligação com a comunidade. Eles vão avaliar o ambiente familiar e identificar fatores capazes de comprometer o desenvolvimento integral da criança, vão orientar sobre cuidados essenciais nos primeiros anos de vida e vão estabelecer vínculos entre as famílias e promover serviços de diferentes áreas, a exemplo da saúde e assistência social. Os visitadores serão como anjos da guarda”, ressaltou o ministro.

Para explicar a importância do Criança Feliz, o ministro Osmar Terra ofereceu, em seu discurso para membros do Estado, prefeitos, secretários, agricultores familiares e entidades do setor, explicações da importância do desenvolvimento cognitivo de crianças em seus três primeiros anos de vida, nos quais, se não houver estímulo, os pequenos não conseguem desenvolver habilidades inerentes ao ser humano e capacidades de desenvolver-se de forma saudável.

“Esse é um período crítico, no qual todo o ser humano desenvolve suas habilidades.Depois ele trabalha com aquilo que foi sua base e que foi desenvolvido nesse início da vida. Os primeiros mil dias de vida são decisivos. A ciência demonstra isso e nós estamos criando esse programa para ajudar as crianças do Bolsa Família e do BPC a ter um acompanhamento, para que sejam pessoas que cheguem à escola em igualdade de condições com outras crianças e não tenham perdas em função do ambiente de pobreza em que vivem”, proferiu Osmar.

O termo de adesão do Governo de Sergipe ao programa Criança Feliz do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário prevê a criação de um Comitê Gestor Intersetorial, com a participação de representantes (titular e suplente) da Secretarias de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh), Justiça (Sejuc), Educação (Seed), Saúde (SES) e Cultura (Secult). O vice-governador Belivaldo Chagas acredita que essa integração entre as diferentes pastas é essencial e que a vinda do ministro é um gesto importante para Sergipe.