Equipes de endemias trabalham a orientação como meio de prevenção

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Publicada em 23/03/2017 às 00:29:00

Qualquer vaso de planta, copo descartável, lata, pneu e tonel são alvo de minuciosa vistoria. Até mesmo o potinho de água de animais de estimação não é deixado de lado quando um agente de endemias começa a realizar mais um trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti. De segunda a sexta-feira, equipes com cerca de dez agentes realizam o trabalho de combate ao mosquito e percorrem, por dia, uma média de 25 residências.

Uma dessas residências foi a da dona Maria Bernardete. Solícita, ela é uma daquelas pessoas que, ao ver um agente de endemias logo sorri, isso porque sabe que em sua casa dificilmente será encontrado algum foco do mosquito. Ela redobra os cuidados em casa por ter outras oito pessoas morando com ela e ainda recebe a visita de alguns dos 16 netos e do bisneto. “Toda vez que os agentes visitam a minha casa eu presto atenção em tudo o que eles falam e sigo à risca. Infelizmente, no ano passado tive chikungunya e até hoje sinto os efeitos, mas sei que não foi por não cuidar da minha casa. Sei que os agentes trabalham direitinho, mas as pessoas também precisam se conscientizar do perigo”, disse ela, enquanto mostrava, orgulhosa, o quintal de casa sem focos de mosquito.

A coordenadora da equipe de agentes que atuam na região do bairro São Conrado, na Zona Sul de Aracaju, Dijeane Scarlet, explicou que a abordagem nas residências é sempre no sentido de educar e prevenir. “É claro que o trabalho de descarte dos recipientes que são possíveis criadouros do mosquito é de extrema importância, mas essencial mesmo é conseguir conscientizar a população do seu papel como agente atuante da prevenção, afinal, os moradores é que estão na casa e podem ser orientados em como atuar no combate ao Aedes aegypti”, afirmou.

Tipos de serviços - Munidos de prancheta, caneta, larvicida, material educativo e com foco no mosquito, os agentes realizam dois tipos de trabalhos nas residências: o mecânico e o químico. O mecânico é justamente o de descarte, por exemplo, quando o agente esvazia uma lavanderia ou tonel, encontra um copo descartável ou vaso de planta acumulando água. A visita sempre é acompanhada pelo morador de cada residência que ele saiba como proceder. Já o trabalho químico é quando o larvicida precisa ser utilizado.

Ao chegar a uma residência, o agente se identifica, apresenta o crachá e, de imediato, verifica todo o perímetro domiciliar, inclusive a área externa das casas. “Vemos se tem algum criadouro, lavanderias, ralos, banheiros que não são utilizados e, caso encontremos algum criadouro, o eliminamos e orientamos o morador. Apresentamos também um folder com informações de prevenção, e o larvicida só utilizamos em último caso quando, por exemplo, o depósito tem o foco e não pode ser eliminado. Usamos ainda a lanterna para ajudar na inspeção, temos a prancheta com o boletim que vai fazer o cadastro de cada casa com o horário, data, o que encontrou e se eliminou ou não”, detalhou a coordenadora.