Aracaju possui legislação municipal para combate ao Aedes aegypti

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O supervisor dos agentes de endemias do bairro São Conrado, Jackson Barroso. Foto: Sérgio Silva/PMA
O supervisor dos agentes de endemias do bairro São Conrado, Jackson Barroso. Foto: Sérgio Silva/PMA

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Publicada em 24/03/2017 às 01:00:00

Em abril de 2008 foram sancionadas as leis municipais de número 1.691 e 3.552 em vigor, que obrigam os proprietários de imóveis a manterem os ambientes limpos, sejam residências, estabelecimentos comerciais e industriais, terrenos e instituições públicas ou privadas, evitando a proliferação do Aedes aegypti. Quando uma residência é pega mais de uma vez com focos ou criadouros do mosquito, os agentes enviam uma notificação à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para que ela possa tomar as medidas cabíveis.

A legislação estabelece, ainda, a obrigatoriedade de permitir o ingresso dos agentes nos espaços particulares e a aplicação de pena de apreensão dos materiais, notificações e multas, que podem variar de R$ 100 a R$ 1.000 reais, caso não seja cumprida.

O supervisor dos agentes de endemias do bairro São Conrado, Jackson Barroso, relatou que já chegou a presenciar casos preocupantes quando, por exemplo, chegou a ir três vezes a uma residência e em todas as vezes encontrou criadouros do mosquito, mesmo tendo orientado incansavelmente. “Nesses casos, por mais que falemos, é difícil conscientizar. Teve gente que achou que a larva do mosquito era de um inseto qualquer e demorei muito a convencer do perigo”, relatou.

Apesar das doenças relacionadas ao Aedes aegypti serem motivos constantes de preocupação, os agentes de endemias têm como principal problema a resistência de algumas pessoas de adotarem as medidas de prevenção. “Infelizmente encontramos o comodismo como barreira. As pessoas ainda esperam o agente chegar para poder fazer o serviço. Se eu tenho um recipiente com água, ali é um potencial criadouro. Então, as pessoas esperam os agentes chegarem para poder fazer o trabalho, sendo que o próprio morador pode e deve fazer o trabalho”, frisou a coordenadora da equipe de agentes do bairro São Conrado, Dijeane Scarlet.

Morador do Orlando Dantas, Sérgio Graciliano recebeu os agentes e a sua residência foi uma das que apresentou alguns problemas. “Eles acharam alguns recipientes no meu quintal e me disseram o que deveria fazer para não acumular água neles. Como deixei a casa para a minha filha, venho pouco, mas agora vou ficar mais atento. Por sorte, ainda não tinha larva do mosquito. Sei que preciso cuidar mais da casa”, admitiu.