Laudo sobre incêndio no Makro não esclarece motivos

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Publicada em 24/03/2017 às 01:05:00

O anúncio feito pelo Corpo de Bombeiros alegando insuficiência de vestígios e ao alto grau de destruição provocado pelo incêndio na unidade Makro Aracaju, em janeiro, tem contribuído para que comerciários sergipanos busquem alternativas que possam colaborar pela redução de riscos. Paralelo à aquisição de seguros e instalação de Sprinkler para proteção contra incêndio, o setor empresarial se mostra disposto a investir em equipamentos modernos, suficientes para resistir a impactos considerados de alta escala de destruição, assim como ocorreu com o Makro. Depois de dois meses de investigação, os peritos envolvidos na análise oficializaram apenas que as chamas se originaram no setor de manutenção/câmara fria e mezanino metálico do estabelecimento.

No caso do Makro, por exemplo, o laudo informou ainda que o estabelecimento não apresentava Atestado de Regularidade junto ao Corpo de Bombeiros, e, durante o combate ao incêndio, o sistema hidráulico não funcionou devido ao castelo de água, que deveria conter a Reserva Técnica de Incêndio, estar vazio. Segundo o 1º tenente Luiz Jorge, é fundamental que diretores e donos de empresas se preocupem em promover uma manutenção rotineira em todos os setores de segurança e monitoramento. Essas são as atitudes primordiais para minimizar os riscos de sinistro. A Secretaria de Estado da Segurança Pública garante que todos os órgãos de prevenção contra acidentes estão dispostos a atender os sergipanos e apresentar cartilhas ilustrando formas de evitar este tipo de situação.

“Existe a hipótese que se a câmera fosse monitorada, mesmo com o alto grau de destruição, pudéssemos provavelmente desvendar a causa. Foram encontrados vários traços de fusão, oriundos de curto-circuito, em diversos pontos, o que prova que a proteção da rede, representada pelos disjuntores não foi eficiente ou no funcionou”, pontuou o tenente.