Edvaldo se reúne com médicos na terça para decidir sobre a greve

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João Augusto, presidente do Sindimed. Foto: Divulgação
João Augusto, presidente do Sindimed. Foto: Divulgação

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Publicada em 25/03/2017 às 02:16:00

Depois de enfrentar dois meses e três dias em greve sem participar de nenhum diálogo junto a gestores da Secretaria Municipal de Saúde, médicos da Prefeitura de Aracaju foram convidados pelo prefeito Edvaldo Nogueira para participar de reunião na próxima terça-feira, 28, às 11h, na sede da SMS. Atualmente 200 médicos seguem em greve, contando com o apoio do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed). Com a paralisação da categoria, o serviço público de saúde já deixou de atender mais de 280 mil pacientes.

Ontem a direção do Sindimed esclareceu que aguarda uma postura progressista por parte do prefeito da capital. A depender do assunto a ser apresentado pela gestão municipal, os médicos irão se reunir em assembleia na quarta-feira, 29, para definir se suspendem ou continuam com o movimento. João Augusto, presidente do sindicato, informou que a categoria está disponível a aceitar um parcelamento do salário referente a dezembro do ano passado em até cinco vezes; mais que isso os profissionais já descartam qualquer possibilidade de continuar com a tentativa de conciliação.

"Para a nossa surpresa, depois de passar dois meses ligando para o telefone do prefeito e ele não nos atender, essa semana ele finalmente resolveu nos retornar a ligação e agendar uma reunião. Todos nós esperamos que ele tenha uma contraproposta que se adeque às nossas exigências. A categoria está unida e não iremos retroceder ao ponto de aceitar propostas que ferem a honra de qualquer cidadão trabalhador", disse o presidente. A reunião será na sede da SMS, no bairro Siqueira Campos, e não no Centro Administrativo Aloísio Campos, sede da Prefeitura de Aracaju, como de costume.

Conforme avaliação feita pelos trabalhadores, o prefeito, ao longo dos últimos 20 dias tem se mostrado disposto a investir mais de 700 mil reais na contratação de 88 médicos através de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA).Para os servidores esse valor poderia ser utilizado para atender ao pleito da categoria e acabar com a greve. A direção do Sindimed denunciou o caso junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM), e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A greve interfere diretamente em todos os 43 postos de saúde administrados pela PMA, incluindo asUPAs Nestor Piva, na zona Norte, e Fernando Franco, zona Sul.

"Até que ponto podemos esperar que os nossos direitos sejam respeitados? É inadmissível que, enquanto estamos desenvolvendo nossas funções com ética e atenção aos usuários do serviço, a prefeitura pensa em pagar o salário de dezembro de 2016 apenas em março de 2017. A greve só existe porque nosso salário não foi repassado, independente de quem seja o gestor, a prefeitura é uma só", pontuou João Augusto. Além do prefeito Edvaldo Nogueira, a reunião contará com a presença do secretário municipal de saúde, André Sotero, e representantes da Secretaria Municipal da Fazenda.