Sergipe tem apenas um frigorífico legalizado pelo Estado

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Depois da Operação Carne Fraca, produto passou a ser fiscalizado no Estado. Foto: Agência Brasil
Depois da Operação Carne Fraca, produto passou a ser fiscalizado no Estado. Foto: Agência Brasil

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Publicada em 28/03/2017 às 00:17:00

Fiscais da Vigilância Sanitária Estadual identificaram que em Sergipe apenas um frigorífico cadastrado na Secretaria de Estado da Saúde (SES) respeita todas as normas exigidas pelo Ministério da Agricultura. Desde a deflagração da 'Operação Carne Fraca', realizada no último dia 16, em todo o Brasil, peritos sergipanos investigam a qualidade dos alimentos desde a criação de gado até o fornecimento da carne junto ao consumidor. Mercados municipais, feiras livres, abatedouros e açougues também estão na mira dos investigadores.

De acordo com Antônio Pádua Pombo, coordenador da Vigilância Sanitária, o governo está intensificando as fiscalizações rotineiras, e já buscou o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) para repassar novas demandas. Paralelo às atuações da Anvisa, Pádua enaltece a necessidade de unificação dos órgãos de fiscalização, e dos próprios consumidores, para colaborar na operação. A proposta é identificar e punir todos os empresários e comerciantes que insistem em desrespeitar as normas de higiene exigidas pela agência nacional.

"Além da nossa atuação, os consumidores precisam se atentar às formas de armazenamento de cada tipo de alimento. Durante este período, além das amostras recolhidas de forma rotineira, estamos intensificando as análises em mercados e feiras. A ideia é identificar os erros e apresentar medidas que possam solucioná-los e evitar multas e interdições por tempo indeterminado", disse.

Em até 45 dias o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Agricultura, deseja dispor de relatório diagnosticando todos os frigoríficos do país, independente da região, estado ou cidade. A ordem é punir os responsáveis pela desqualificação destes produtos e evitar que novos países suspendam a importação do produto que gera milhões de lucros para a economia brasileira. Em Sergipe a vistoria conta ainda com o apoio do Ministério Público Estadual e da Secretaria de Estado da Agricultura. Dados anteriores serão utilizados como parâmetro para saber se os frigoríficos estão buscando se qualificar.

"Alguns problemas encontrados são passivos de orientação e prazo para o reestabelecimento diante das normas internacionais, outros já são considerados indiscutíveis. Além de respeitar cada código da Agência de Vigilância Sanitária, os criadores, abatedores e comerciantes precisam entender que a qualidade de vida do consumidor está em risco. Não adianta transportar a carne em caminhões frigoríficos e chegar no mercado e não receber a mesma atenção. A Vigilância Sanitária Estadual está de olho em cada procedimento", pontuou Antônio Pádua.