Fiscalização atinge ovos de páscoa e peixes vendidos no comércio

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Publicada em 28/03/2017 às 00:20:00

Peritos do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) estão coletando amostras de peixes comercializados na região central de Aracaju a fim de estudar a qualidade neste período que antecipa a semana santa. Assim como ocorre nos demais estados brasileiros, a intitulada ‘Operação Páscoa’ promove ainda o recolhimento de ovos de páscoa, os quais possuem brinquedo dentro do produto. A ação atende um convênio firmado com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que visa identificar se os fabricantes destes produtos estão conscientes da importância da certificação e se os consumidores estão comprando produtos contendo brindes confiáveis quanto a segurança de qualidade.

Diante da abrangência comercial e amplo número de consumidores, a operação, que segue até a próxima sexta-feira, 31, também está sendo realizada em vários estabelecimentos de Nossa Senhora do Socorro. Assim como ocorre nos anos anteriores, todos os produtos recolhidos são encaminhados para a sede do ITPS, em Aracaju, onde há um laboratório apropriado para a realização de perícia. A fim de garantir a regularidade das análises, cada etapa deste procedimento é promovida diante da presença de um representante da empresa produtora, ou comercializadora do produto. Em caso de constatação de irregularidades, a empresa é autuada com advertência, apreensão ou multa que pode variar de R$ 100 a R$ 50 mil.

Os órgãos de defesa do consumidor alertam a população para estar atenta a seguinte informação: ‘Atenção: contém brinquedo certificado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade’; se a embalagem não possuir esta informação, o cidadão deve entrar em contato com o Programa de Defesa do Consumidor (Procon), ou como ITPs. Esta medida além de colaborar com a atuação dos fiscais, evita que os sergipanos estejam adquirindo produtos sem permissão do Inmetro. A medida se estende para peixes e demais tipos de mariscos. Em caso de flagrante quanto ao não armazenamento ideal do alimento, os órgãos de fiscalização devem ser comunicados, incluindo as vigilâncias sanitárias.

“Esta fiscalização é nacional e o principal colaborador são os próprios consumidores que se mostram cada vez mais atentos às regras impostas pelo Inmetro. O trabalho é realizado pelos peritos, técnicos e analistas dos órgãos, mas o cidadão precisa encurtar essa relação e colaborar com a atuação dos profissionais”, destacou o fiscal Edmilson Carneiro, que concluiu dizendo: “Nesta fase em que o peixe é o principal alimento na mesa de inúmeras famílias, a Vigilância Sanitária está intensificando as análises. Pedimos aos sergipanos que denunciem e colaborem com a nossa fiscalização”.