‘Zé do Pantanal’ morre em confronto com policiais

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Publicada em 31/03/2017 às 00:42:00

Gabriel Damásio

 

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou ontem a morte do foragido Ronaldo dos Santos, 29 anos, o ‘Zé do Pantanal’, apontado como um dos principais traficantes de drogas da Grande Aracaju. Segundo as informações divulgadas, ele provocou uma troca de tiros com equipes de policiais civis e militares que o localizaram em Arapiraca (AL). Ronaldo, acusado de chefiar a quadrilha que controlava a venda de drogas na Invasão do Pantanal, no Inácio Barbosa (zona sul), era procurado desde o dia 21 de dezembro de 2016, quando conseguiu fugir do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul).

De acordo com a SSP, as buscas foram realizadas pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil sergipana, com apoio da Delegacia Regional de Arapiraca e do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), sediado na cidade alagoana.  A localização exata de ‘Zé do Pantanal’ aconteceu após uma investigação conjunta que durou cerca de 15 dias. O delegado Osvaldo Resende Neto, responsável pelo caso, o foragido reagiu ao cerco dos policiais e disparou-lhes vários tiros. No confronto que se seguiu, Ronaldo foi atingido e levado ao pronto-socorro da Unidade de Emergência do Agreste (UEA), onde morreu enquanto recebia atendimento médico. Dentro da casa, os policiais apreenderam, além de uma pistola, alguns documentos falsos. Osvaldo disse ainda que a abordagem dos policiais foi ‘segura’.

Ronaldo tinha sido detido em 7 de novembro do ano passado, quando a SSP deflagrou a ‘Operação Onça Pintada’ e prendeu um total de 30 pessoas envolvidas com o grupo comandado por ele, baseado na Invasão do Pantanal. O delegado relembrou que o traficante era o principal responsável pela distribuição e revenda de drogas como maconha, cocaína e crack. As mercadorias vinham principalmente de São Paulo (SP) e Arapiraca (AL), sendo ainda repassadas a outras quadrilhas atuantes em Aracaju. A polícia assegura que ‘Zé’ também determinava a cobrança de dívidas e a prática de alguns assassinatos, sobretudo de usuários devedores e traficantes de outras regiões que tentavam revender no Pantanal. 

Sua fuga do Compajaf aconteceu depois que ele se identificou com o nome de outro preso cujo alvará de soltura tinha sido apresentado no presídio. O erro foi confirmado três dias depois e as investigações que se seguiram resultaram nas prisões de um agente de disciplina da empresa Reviver e de uma servidora da Secretaria Estadual de Justiça (Sejuc), acusados de facilitarem a fraude. Eles foram afastados de seus cargos e ainda respondem a um inquérito policial conduzido pela Coordenadoria de Polícia da Capital (Copcal). O detento envolvido no episódio também foi processado.