Governo discute projeto do Canal do Xingó com a Codevasf

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O governador Jackson Barreto durante reunião com dirigentes da Codevasf. Foto: André Moreira/ASN
O governador Jackson Barreto durante reunião com dirigentes da Codevasf. Foto: André Moreira/ASN

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 01/04/2017 às 00:34:00

O governador Jackson Barreto recebeu nesta sexta-feira, 31, a presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales de São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino, para discutir a retomada do projeto do Canal de Xingó, juntamente com técnicos da área do governo de Sergipe e deputados estaduais e federais.

O projeto do Canal de Xingó pretende maximizar a oferta de recursos hídricos no Sertão sergipano a fim de melhorar os Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) na região. Além disso, depois de concluída, a obra poderá levar água a outras localidades do estado como Sul e Centro-Sul.

“A Codevasf pode contar com todos nós do governo, pois uma vez iniciada, essa obra não vai parar. Só precisamos dar o primeiro passo, pois a sociedade despertou para o Canal de Xingó. É pra isso que estamos juntos nesse debate, reunindo todos aqueles que têm compromisso com o estado e com a gente sergipana. Acho que as explicações foram extremamente inteligentes do ponto de vista de dividir a primeira fase do projeto em três etapas, porque já mês de outubro, nós estamos em cima da votação do orçamento da União. Ou seja, com a primeira etapa dessa fase concluída, poderemos buscar recursos para assegurar que, no próximo ano, depois da conclusão do projeto, a obra tenha condições de ser iniciada”, disse o governador.

Jackson garantiu que buscará apoio para execução das próximas etapas da obra. “Eu acho que o chamamento já foi feito para unidade da bancada de Sergipe no Congresso Nacional, além da participação direta também do governo do Estado. Nós moveremos todos os nossos esforços, não apenas com a nossa bancada, mas também com o nosso relacionamento em Brasília, através do Ministério do Planejamento, do Romero Jucá, que é o presidente do PMDB e homem importante para nosso governo no senado federal”.

No último dia 15, o governador já havia reunido deputados federais e estaduais de Sergipe em audiência com o líder do Governo no Congresso Nacional, André Moura, para debater a obra. Durante o encontro, Jackson enfatizou a crise hídrica que o estado vem enfrentando e disse que, para garantir o abastecimento de água, era preciso que Moura buscasse recursos para execução do projeto executivo e para a construção do Canal.

O requerimento do governo começou a ser atendido nesta quarta-feira, 29, quando houve a confirmação de que André Moura conseguiu, junto ao governo federal, R$ 20 milhões para o projeto executivo do Canal.

 “O que viemos discutir com o Governo do Estado foi a elaboração do projeto básico para a execução da obra do Canal de Xingó, da primeira etapa desse projeto que envolve 114km e passa por alguns municípios da Bahia e outros de Sergipe. Nesse primeiro momento, estamos priorizando a execução do projeto, pois, para a obra, os recursos ainda não estão assegurados. O que é importante frisar é que, nesse momento, percebemos uma união e coesão muito grande entre os governos federal, estadual e municipal, com o Congresso Nacional e a sociedade organizada de uma forma geral em torno desse projeto, que vai trazer desenvolvimento para Sergipe. Percebemos que é um momento ímpar para que o estado se junte e una esforços para conseguir viabilizar os recursos da monta de R$ 870 milhões para a execução da primeira etapa da obra”, disse Kênia Marcelino.

A presidente espera que, até o final de outubro ou começo de novembro, o projeto já esteja concluído. “Assim, tentaremos viabilizar junto ao Congresso uma emenda de bancada para iniciarmos essa obra já no ano de 2018. Porém, mais uma vez digo que, para que as obras sejam iniciadas, precisaremos de dotação orçamentária e por isso, mais do que nunca, esperamos a união do Estado para conseguirmos viabilizar os recursos. Vamos tentar viabilizar quer seja através de recursos da União, ou por emendas de bancada”, explicou.