ORSSE recebe maestro italiano La Vecchia

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Um maestro talentoso, com sensibilidade musical rara e uma das mais avançadas técnicas de regência
Um maestro talentoso, com sensibilidade musical rara e uma das mais avançadas técnicas de regência

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Publicada em 23/08/2012 às 01:14:00

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Dando continuidade às celebrações do Ano da Itália no Brasil, na próxima quinta-feira, 23, às 20h30, a Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE) seguirá com sua temporada de concertos no Teatro Tobias Barreto (TTB), realizando o sexto concerto da série 'Cajueiros'. O evento de nível internacional trará o renomado maestro italiano Francesco La Vecchia.

Após o sucesso da ópera Tosca em maio, que foi o primeiro concerto alusivo às comemorações, a ORSSE, que tem a direção artística do maestro Guilherme Mannis, coordenação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e patrocínio do Banese e Instituto Banese, tem oferecido ao público um vasto repertório, capaz de incluir sinfonias de períodos históricos variados, obras pouco conhecidas ou inéditas em Sergipe e no Brasil, e ao lado de solistas e regentes de carreira internacional. Este é o caso do maestro La Vecchia: grande expoente da música erudita na Europa, é maestro titular da Sinfônica de Roma desde 2002, e estará de forma inédita à frente da ORSSE.

No programa, o singular Intermezzo da ópera Cavalaria Rusticana, do italiano Pietro Mascagni, um dos trechos mais conhecidas do compositor. Em seguida, o Idílio de Siegfried, de Richard Wagner, que foi o presente de aniversário à sua esposa Cosima. Concluindo a noite, a magistral Sinfonia n. 3 em Mi bemol, Heróica, de Ludwig van Beethoven. Inicialmente dedicada à Napoleão Bonaporte, a sinfonia é uma das mais revolucionárias e controversas de toda a história da música universal.

O maestro - Nascido em Roma, Francesco La Vecchia começou os estudos musicais sob os cuidados do avô materno. Aos nove anos, realizou o seu primeiro concerto. Aos 18, liderou e fundou o Quinteto Boccherini e, aos 23, concebeu a ideia da Fondazione Arts Academy, em Roma. Aos 27, foi declarado Regente Permanente da Orchestra della Istituzione Sinfonica di Roma.

Descrito pelo compositor italiano Goffredo Petrassi como um maestro "talentoso, com sensibilidade musical rara e uma das mais avançadas técnicas de regência", La Vecchia regeu mais de cem entre as mais ilustres orquestras do mundo e fez gravações no Japão, México, Canadá, Brasil e Itália. Nas oito temporadas desde que a Orchestra Sinfonica di Roma foi fundada, La Vecchia regeu cerca de 300 apresentações, com mais de 100 programas sinfônicos diferentes, 18 missas e oratórios e 21 óperas.