FAMES reivindica apoio do governo para salvar municípios em estado de emergência

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Publicada em 04/04/2017 às 00:47:00

Sergipe vem enfrentando a maior seca de sua história. A estiagem já dura cinco anos e hoje afeta diretamente 30 municípios, que já decretaram situação de emergência em virtude da falta d’água.

Como entidade representante dos prefeitos e prefeitas do Estado, a Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES) encaminhou, nesta última sexta-feira, 31, um ofício ao governador Jackson Barreto solicitando uma audiência em caráter de urgência para tratar desta grave situação. O objetivo da entidade é mobilizar os agentes públicos para que, com a união de esforços, seja possível ampliar as ações efetivas de convivência com a seca.

 O presidente da Federação, Marcos Barreto (Marcos da Acauã), conta que tem recebido relatos diários do sofrimento dos gestores que já não sabem mais o que fazer para amenizar os efeitos da estiagem em seus municípios. “Os municípios estão, literalmente, pedindo socorro, pois a ajuda que tem chegado não tem conseguido atacar as consequências da seca, que são nocivas para o homem e os animais. Infelizmente o Governo Federal está se mostrando insensível com essa triste realidade, o que reforça a necessidade de unirmos forças. O governador Jackson, por outro lado, sempre se mostrou sensível ao sofrimento humano, por isso esperamos que esta audiência seja marcada o quanto antes”, frisou.

 Marcos da Acauã sugeriu que todos os 30 prefeitos dos municípios que se encontram em estado de emergência participem da audiência. Ele também considera importante a presença de secretários e técnicos do governo estadual ligados ao campo; deputados federais e senadores. “Juntos poderemos avaliar o que está sendo feito hoje na prática, o que pode ser ampliado e o que podemos cobrar, de forma coletiva, ao Governo Federal, para que as ações não fiquem apenas em promessas. Queremos, inclusive, elaborar uma carta-conjunta a ser encaminhada ao presidente Michel Temer, externando nossa preocupação com a falta de prioridades para essa realidade”, pontuou o presidente.