Órgãos discutem Sistema Socioeducativo em Sergipe

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Publicada em 08/04/2017 às 00:50:00

A Secretaria de Estado da Inclusão Social, a Fundação Renascer, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e a Defensoria Pública de Sergipe fizeram ontem uma explanação sobre oSistema Socioeducativo em Sergipe. As instituições prestaram informações sobre as condições de permanência dos adolescentes em conflito com a Lei nas unidades de internação da Fundação Renascer, e sobre as ações que estão sendo adotadas, no sentido de melhorar o sistema no Estado.

O secretário Zezinho Sobral enfatizou que os operadores estão trabalhando em conjunto e de maneira intensa para solucionar a questão da superlotação nas unidades. “Estamos unidos para enfrentar da forma mais eficiente possível - dentro das limitações de recurso e material humano - a questão do adolescente em conflito com a lei. E trabalhar com cunho efetivamente socioeducativo, de modo que eles possam reprogramar sua vida e não sair de lá piores. Há casos efetivos de recuperação desses jovens e temos muitos com baixo potencial ofensivo ou em primeira entrada. Insistimos para que estes tenham outro tipo de medida socioeducativa aplicada, ao invés de internar e possibilitar que eles se contaminem com as práticas de adolescentes já reincidentes ou que possuem alto potencial ofensivo”, pontuou o secretário.

O presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira, ressaltou as mudanças realizadas na pedagogia aplicada junto aos jovens dentro das unidades. “A primeira coisa que fizemos ao assumir a Fundação Renascer foi implantar a regra: tortura nunca mais. Havia funcionários que estavam adotando métodos errados e o Estado não havia compreendido, como agora está compreendendo, que o socioeducador não é um guarda prisional. Hoje, todos se comportam dentro da lógica da pedagogia da presença, da socioeducação e do efetivo respeito aos direitos humanos”, disse Mangueira.