Comércio de pescados oferece grande variedade em Aracaju

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Publicada em 10/04/2017 às 00:47:00

Milton Alves Júnior


Comerciantes de pescados começam a ofertar variedade dos produtos em barracas improvisadas na área externa do Mercado Albano Franco, em Aracaju. Tradicionalmente neste período do ano, consumidores buscam a região central da capital sergipana a fim de adquirir os alimentos símbolos da Semana Santa. Com preços variados, e com baixo índice de inflação se comparado aos últimos dois anos, o cidadão pode se deparar com o quilo do atum, por exemplo, sendo comercializado a R$ 18. Já o filé de salmão, encontrado somente no setor de pescado do mercado, tem sido repassado por R$ 40. Em semanas anteriores o mesmo peixe era encontrado por até R$ 36.

Para este ano, a perspectiva de venda dos pescados na região tende a aumentar em torno de até 30% se comparado aos demais dias do ano, e até 20% se comprado com o mesmo período festivo de 2015, e 15% em comparação a 2016. O motivo desse avanço nas vendas está atrelado integralmente ao congelamento dos preços. Segundo tabela apresentada pelo Jornal do Dia no ano passado, o quilo da vermelha custava em média R$ 20; em março de 2015 esse mesmo alimento era vendido por R$ 17; esse ano é possível encontrar de R$ 22 a depender do tamanho do peixe. Já o camarão médio que custava R$ 26, agora é comercializado em média por R$ 28. Esse atrativo a mais tem atraído centenas de aracajuanos e turistas para a região dos mercados.

De acordo com Tamires Souza, revendedora de pescados há mais de 20 anos em Aracaju, os consumidores conseguem identificar a estabilidade parcial da inflação, mas não largam o velho costume de reclamar dos preços e praticar a pechincha. "Não tem jeito, se a gente botar o quilo da arraia por R$ 5 ainda vai ter muita gente querendo baixar e pagar R$ 4. A verdade é que todo mundo já sabe que os preços sobem um pouco 15 dias antes da semana santa, e caem dois dias depois do domingo de Páscoa. Mesmo com essas reclamações todas, as vendas estão cada vez mais altas. Espero que continue assim durante esta semana", disse.

Na atual tabela de preços o quilo do aratu não é encontrado por menos de R$ 13; o camarão pistola com reajuste de 17% é revendido por R$ 45; o cação aparece com R$ 23; e a lagosta, a depender do tamanho, varia entre R$ 20 e R$ 50. Apesar do aumento, os vendedores garantem descontos. Quanto maior for o volume da compra, maior também será o desconto. "Nem a gente quer deixar de vender, nem os clientes querem deixar de comprar. Nada como uma boa conversa para que fique agradável para quem vende e para quem compra. A pechincha é bem vinda sempre", disse o vendedor e camarão José Ancelmo.

 

Complementos - Essenciais para a produção culinária, alimentos como verduras, frutas e temperos também apresentaram tabela com baixa inflação. O coco ralado, por exemplo, saltou de R$ 2,40 para R$3. Já o quilo da cebola, pimentão, tomate, quiabo, cenoura e alface apresentam até 8% de reajuste. Castanhas, amendoim e dendê apresentam elevação de 2%. Na expectativa de evitar grandes filas, na tarde de ontem dezenas de pessoas já começaram a pesquisar preços. "Desde o ano passado eu venho garantir minhas compras no final de semana que antecede a semana santa porque no ano retrasado eu deixei para a última hora e não foi do agrado de minha esposa”, declarou o funcionário público, Jorge Neto.

 

Supermercados – A estabilidade dos preços também atinge o setor de pescados em supermercados e redes de comércio atacadista, em Aracaju e região metropolitana. Para este ano, segundo economistas dos setores, a perspectiva de venda é de 20% em comparação a 2016. Conforme destacado pelo gerente lojista Welder Porto, a forma de pagamento atrelado à baixa taxa de reajuste está contribuindo para que os estoques sejam reduzidos de forma gradativa ao longo dos últimos cinco dias. “Sabemos que a situação financeira do país não é favorável para os consumidores, e isso acaba refletindo diretamente no valor final do produto. Diante tudo isso, os preços permanecem quase que iguais ao ano passado e os clientes passam a buscar mais os supermercados”, avaliou.

 

Funcionamento - A Prefeitura de Aracaju informou que os mercados centrais Albano Franco, Thales Ferraz e Antônio Franco irão desenvolver suas atividades normalmente na semana santa, com exceção na sexta-feira da paixão, dia 14, com funcionamento até o meio-dia.