Polícia suspeita de irregularidades em contratos

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Publicada em 11/04/2017 às 00:22:00

A Torre, que está em Sergipe há cerca de 20 anos e presta serviços de coleta de lixo e construção de estradas, é investigada por suspeitas de superfaturamento e outras irregularidades em contratos de limpeza pública firmados com a Emsurb entre 2010 e 2016, além do suposto favorecimento ilegal no Chamamento Público deste ano.

A suspeita da polícia é de que o contrato original de coleta de lixo foi prorrogado várias vezes e com a cobrança de preços reajustados na medição e pesagem dos resíduos coletados, resultando em um suposto acréscimo de R$ 120 milhões, cerca de 100% a mais que o valor coletado. Esta denúncia é apurada no inquérito policial da ‘Babel’, que tem ao todo 10 acusados pelos crimes de quadrilha, fraude em licitação e estelionato majorado. Entre eles, estão José Antônio, Mendonça Prado, Márcio Zylberman (assessor da Emsurb), Soraya Machado Torres (irmã e sócia de Antônio) e José Carlos Dias da Silva (gerente de contratos da Torre), além de outros diretores das duas empresas.

Em nota, a Torre afirma ser “uma empresa idônea, que possui uma longa história de bons serviços prestados e respeito ao poder público” e diz ter o maior interesse nas investigações das autoridades, colocando-se à disposição da Justiça e da polícia para prestar esclarecimentos. Ela também negou ter praticado irregularidades nos seus contratos de prestação de serviços em diversas prefeituras e com os estados de Sergipe e Bahia.