Sergipanos na lista da Lava Jato

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 12/04/2017 às 00:28:00

O senador Eduardo Amorim (PSDB) trabalha para ser candidato ao governo do Estado em 2018. Nas entrevistas que concede à imprensa tem dito que está preparado para governar o estado e faz oposição permanente ao governador Jackson Barreto (PMDB).

Esse sonho pode ficar distante. É que os senadores Eduardo Amorim e Maria do Carmo Alves (PSB) aparecem na lista do ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Segundo o procurador geral da República, Rodrigo Janot, os parlamentares de Sergipe foram citados por dois delatores da Odebrecht como se tivessem recebidos, cada um, R$ 600 mil para a campanha em 2014. E que os recursos foram negociados pelo então prefeito João Alves Filho (DEM), com favorecimento em projetos de saneamento básico.

Por ter 75 anos, Janot pede ao relator da Lava Jato que faça a avaliação jurídica da idade da senadora Maria do Carmo. Ou seja, que leve em consideração a pena máxima para o delito a idade de 75 anos, que pode levar a uma extinção de punibilidade.  

Os dois sergipanos estão entre os 29 senadores que o ministro determinou a abertura de inquérito com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht. Também estão na lista dos que serão investigados 42 deputados federais, mas nenhum de Sergipe; três governadores e 24 outros políticos e autoridades.

Entre os medalhões da política brasileira que estão na lista de investigados na Lava Jato, junto com os dois senadores de Sergipe: os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Aécio Neves (PSDB-MG), Renan Calheiros (PMDB-AL), Humberto Costa (PT-PE), Edison Lobão (PMDB-PA),  Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Fernando Collor (PTC-AL), José Serra (PSDB-SP), Valdir Raupp (PMDB-RR), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Estão ainda na lista de investigados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ); os governadores Renan Filho (Alagoas), Robinson Faria (Rio Grande do Norte e Tião Viana (Acre). Além dos ministros:  Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República), Roberto Freire (Cultura), Bruno Araújo (Cidades),  Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Marcos Antônio Pereira (Indústria, Comércio Exterior), Blairo Maggi (Agricultura), Helder Barbalho (Integração Nacional), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia)

Trocando em miúdos, se Eduardo Amorim não conseguir sair da lista de figurões da política brasileira que vão ser investigados da Lava Jato terá problemas no seu projeto político em 2018. Estar vinculado a Lava Jato representa um grande desgaste político...   

.................................................................................................................

Explicações do senador 1

Sobre a citação do seu nome na lista de investigados na Lava Jato, o senador Eduardo Amorim (PSDB) disse ontem em nota: “O meu nome foi citado na Lista de Fachin junto ao da senadora Maria do Carmo e que o então prefeito João Alves teria solicitado R$ 600 mil para as duas campanhas em 2014. Gostaria de esclarecer que não autorizei ninguém a pedir valores para a campanha em meu nome, nunca tive qualquer contato e não conheço os empresários Fernando Luiz Ayres da Cunha Reis e Alexandre José Lopes Barradas – delatores da Lava Jato”.

 

Explicações do senador 2

Prosseguiu o senador: “Nunca e em tempo algum pedi nada a Odebrecht e, repito, não autorizei ninguém a solicitar dinheiro e muito menos tive conhecimento disso. A minha campanha não utilizou recursos de caixa dois. E isso fica comprovado, inclusive, na denúncia divulgada, onde meu nome não aparece como requerente, nem recebedor destes recursos. Quem solicitou valores aos empresários para uso em caixa dois, que explique e responda pelos seus atos. Todas as doações da minha campanha foram oficiais, declaradas e encontram-se à disposição no site do TSE. No mais, estou à disposição da Justiça para possíveis esclarecimentos”.

 

União por Sergipe 1

Aconteceu ontem, em Brasília, o segundo encontro do governador Jackson Barreto (PMDB) com o líder do governo no Congresso Nacional, deputado federal André Moura (PSC). JB e a bancada federal de Sergipe se encontraram com o líder no Ministério dos Transportes, com a presença do ministro Maurício Quintella, tratando das obras de duplicação da BR -101 e R$ 235 por meio de PPP, e de obras do Aeroporto Santa Maria.

 

União por Sergipe 2

Estavam na audiência com o governador e André Moura, no Ministério dos Transportes, os deputados federais Fábio Reis (PMDB), Adelson Barreto (PR), Laércio Oliveira (SD), Jony Marcos (PRB) e Fábio Mitidieri (PSD). Pela oposição estava o senador Eduardo Amorim (PSC), que saiu tão logo recebeu a informação de que seu nome estava na lista da Lava Jato.

 

Reunião preliminar

Antes da audiência ontem no Ministério, o governador se reuniu com  André Moura na liderança do governo no Congresso Nacional. Acompanhado do secretário Valmor Barbosa (Infraestrutura), JB tratou dos recursos para construção do novo terminal e da finalização da pista do aeroporto; do andamento das tratativas para o Canal de Xingó; da licitação da BR-101 no trecho que liga Estância a divisa com a Bahia e o trecho que vai de Pedra Branca a Capela.

 

A união faz a força

Segundo o governador, sempre que for necessário irá procurar o deputado André Moura para ajudar nas lutas por Sergipe. “Quando trabalhamos em união quem ganha é o povo sergipano”, avalia JB, enfatizando que está satisfeito com o fato de André Moura ter encampado a luta em favor do Canal de Xingó, que acredita ser a redenção de Sergipe.

 

Não foi indigesto

O jantar entre o governador Jackson Barreto e a bancada federal aliada, anteontem à noite, em Brasília, no apartamento do deputado federal Fábio Reis (PMDB) foi em clima de harmonia e unidade, depois de momentos de turbulência. Na oportunidade, o anfitrião serviu maniçoba de Lagarto e carneiro, regada a um bom wisk com água de coco.

 

No menu

O governador classificou o encontro como “Extremamente agradável e positivo. Colocamos os assuntos em dia, discutimos ações positivas para Sergipe, estratégias para conquistar mais obra e recursos para nosso estado, e no final, só um pouquinho de política”.

 

Pela tangente

Após o jantar, por volta das 23h, JB foi questionado se deixaria o governo em abril de 2018 para disputar o Senado, pois, se for essa a intenção, os projetos de governo precisavam ser desenvolvidos em um ano. E respondeu: “Estou com sono, não consigo fazer mais nada”. Falou isso e foi embora.

 

Avaliação positiva

Para o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), foi “excelente” o encontro da bancada com o governador. “A bancada está unida, forte e determinada para fazer o melhor por Sergipe”.

 

Os convidados

Da bancada federal estavam presentes no jantar os deputados Fábio Mitidieri, Jony Marcos, Laércio Oliveira, João Daniel e o anfitrião Fábio Reis. Além do prefeito Marcos Santana (PMDB-São Cristóvão) e do coordenador do escritório de Sergipe em Brasília, Heleno Silva (PRB).

 

Notificado

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) foi notificado ontem da decisão judicial de afastamento do presidente da Emsurb, Mendonça Prado, por conta da Operação Babel. Hoje Edvaldo já anuncia o nome do presidente substituto da Emsurb, às 8h, no Centro Administrativo Aloísio Campos.

 

Em defesa do aliado 1

Os deputados federais Fábio Mitidieri e Jony Marcos saíram ontem em defesa do prefeito Edvaldo Nogueira, que vem sendo muito criticado pela oposição nesses 100 primeiros dias de governo.

 

Em defesa do aliado 2

Disse Jony Marcos: “Estive com Edvaldo em duas gestões dele como prefeito de Aracaju. Ele trabalhou com coerência e enxugou a máquina pública. Acredito em Edvaldo”.

 

Em defesa do aliado 3

Afirmou Fábio Mitidiere: “Em seu primeiro dia de trabalho já enfrentou greve dos médicos, só que 65% fizeram o parcelamento. Deviam estar trabalhando! A quem interessa às críticas injustas a Edvaldo Nogueira? Ele assumiu tem três meses e já virou o culpado por todos os problemas de Aracaju?”.

 

Veja essa...

Segundo delatores da Odebrecht, o dinheiro que teria sido repassado para os senadores sergipanos Eduardo Amorim e Maria do Carmo, na campanha de 2014, foi lançado na planilha de propinas em nome de “Branquinho”.

 

CURTAS

A Câmara Municipal de Aracaju vai instalar a CPI do Lixo na próxima semana, mas vai recorrer da decisão da justiça de determinar a sua instauração a pedido da oposição. É o que informa o presidente do Poder Legislativo Municipal, Nitinho (PSD).

 

A desembargadora Ana Lúcia dos Anjos negou pedido de habeas corpus ao empresário da Torre, Zé Antônio. Ele está preso por obstrução da justiça desde o domingo, na segunda fase da Operação Babel, que investiga contratos da Torre com a Prefeitura de Aracaju desde 2010.

 

O prefeito Valmir de Francisquinho (PR-Itabaiana) foi condenado a pagar R$ 551.695,25 a empresa Clip Propaganda & Marketing, pela 2ª Vara Cível de Itabaiana. A dívida teria sido pelo não pagamento a empresa de marketing que prestou serviço na sua campanha eleitoral de 2012.

 

Em reunião da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), realizada ontem, o presidente da Comissão, deputado Valadares Filho (PSB), propôs que a discussão sobre o fechamento das unidades de atendimento dos Correios seja retomada a fim de aprofundar o debate. Na semana passada, a matéria foi tema de audiência pública realizada pela CINDRA.