Delegados mantém movimento e criticam delegado-geral

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 13/04/2017 às 00:40:00

Os delegados da Polícia Civil mantiveram o movimento de reivindicação que suspendeu os plantões extraordinários e entregou a titularidade de delegacias do interior que ainda não tiveram titulares nomeados e estavam acumuladas com delegados de outros municípios. A medida resultou na suspensão temporária dos plantões das Delegacias Regionais de Propriá, Estância e Nossa Senhora da Glória, além das escalas de sobreaviso do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A orientação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) é de que os casos urgentes sejam direcionados às delegacias das cidades mais próximas ou às Plantonistas, no caso da capital.

Ontem, a Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol) confirmou os nomes das 29 cidades que ficaram sem a presença de um delegado titular: Telha, Canhoba, Amparo do São Francisco, Pinhão, Pedra Mole, Gararu, Nossa Senhora de Lourdes, Itabi, Feira Nova, São Francisco, Muribeca, Japoatã, Santana do São Francisco, Pacatuba, Brejo Grande, Santo Amaro das Brotas, Nossa Senhora Aparecida, São Miguel do Aleixo, Cumbe, Santa Rosa de Lima, General Maynard, Pedrinhas, Arauá, Santa Luzia do Itanhy, Tomar do Geru, Macambira, São Domingos, Malhador e Monte Alegre de Sergipe.

A entidade também divulgou uma nota com críticas ao delegado-geral do órgão, Alessandro Vieira, a quem acusa de “coagir e constranger alguns delegados para que cumpram os plantões extraordinários nas delegacias plantonistas do interior”, expedindo Ordens de Missão e indicando que as recusas serão alvo de representação na Corregedoria Geral de Polícia, por prática de desobediência de ordem de superior hierárquico. Para a Adepol, o delegado-geral praticou “ações ilegais e arbitrárias” e incorreu “em deplorável prática de assédio moral contra os delegados”.

Em resposta, Alessandro divulgou nota de esclarecimento para justificar as decisões tomadas contra a suspensão dos atendimentos, para garantir a manutenção do atendimento à população. “Antes mesmo da decisão da Adepol de suspender plantões extraordinários, a categoria foi informada de que seriam adotadas as providências indispensáveis para garantir o atendimento ao cidadão e o respeito à legislação vigente. A escala de plantões foi divulgada com a antecedência devida e vem sendo cumprida sem restrições há mais de um ano.”

Os delegados da Civil querem reposição salarial e isonomia com as carreiras de defensor público e procurador do Estado. Na terça-feira, a direção da Adepol se reuniu com o vice-governador Belivaldo Chagas e o secretário de Planejamento, Rosman Pereira, que prometeram analisar as reivindicações. Uma segunda proposta, igualmente sob análise do governo, foi apresentada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), pedindo recomposição salarial com base em índices de reajuste anual não aplicados. “Desde o primeiro segundo de tratativas ficou claro o entendimento de que a definição da política remuneratória do Estado é atribuição de outras instâncias, distintas da Supci e até mesmo da SSP, em razão dos óbvios reflexos em outras categorias e demandas”, esclareceu Vieira.

-